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3 de Outubro, 2022

Opinião. Globos assim valem ouro

SIC/Instagram

A 26.ª edição dos ‘Globos de Ouro’ foi para o ar este domingo (02/10), na SIC, e voltou a premiar as artes. Sem os vedetismos e o show de vaidades de outros tempos recentes, esta gala foi a melhor em vários anos e por muitos motivos. Conheça as razões.

Gente bonita e bem vestida voltou a haver na 26.ª gala dos ‘Globos de Ouro’, mas a começar pela apresentadora, Clara de Sousa, não houve a típica troca de vestidos ao longo da noite. Além disso, o momento da passadeira vermelha ficou para a tarde e também para os canais temáticos. De noite, não se perdeu nada.

A gala foi longa, embora não tenha sido maçadora. A entrega de prémios foi rápida e os vencedores não se alongaram, como muitas vezes, com discursos mais ocos muito fruto do nervosismo. Aliás, ponto muito positivo para os vencedores de cada categoria que, muitas das vezes, pareciam óbvios pela sua ligação à SIC ou à OPTO, mas que, não por falta de qualidade, se ficaram pela nomeação. Mostrar que a qualidade também está fora de portas não fica nada mal, ao contrário do que aconteceu no ano passado.

No mesmo sentido, nota muito positiva para o fantástico cenário, para a banda do maestro Henrique Feist e também pelos bailarinos que abrilhantaram cada momento.

O melhor

Por agora, dificilmente haveria melhor escolha para os momentos de humor do que Joana Marques, que também venceu um Globo. Acredito que tenha sido muito difícil enfrentar algumas caras que já foram alvo de paródia no seu podcast ‘Extremamente Desagradável’ e ainda ter a coragem de brincar com um canal que, no fundo, lhe está a pagar para estar ali. As suas duas intervenções foram, sem dúvida, dois momentos altos da noite. Destaque ainda para o seu discurso de vencedora que serviu para dar uma bicada em Cristina Ferreira que, curiosamente, esteve bastante presente ao longo da noite.

Por fim, olhos postos ainda no ótimo momento musical protagonizado por Marisa Liz, interpretando uma música de António Variações, e para as homenagens a Eunice Muñoz e Simone de Oliveira. A noite encerrou com chave de ouro com a entrega do prémio ‘Mérito e Excelência’ a Rui Nabeiro. 

O piorzinho

As falhas acontecem, como sempre, em programas em direto. O que começa a ser incrível é que não deve haver nenhum ano em que o teleponto não falhe e não deixe de proporcionar alguns momentos constrangedores. Felizmente, o primeiro a sofrer desse mal foi Bruno Nogueira que deu a volta por cima com graça e sarcasmo.

Este ano, quebrou-se a tradição de ter na apresentação dois convidados brasileiros das novelas da Globo, Luana Piovani não conta, e não trouxe mal nenhum ao mundo. Por outro lado, embora não tenha sido mau, pelo contrário, não se percebeu muito bem o convite a Cecilia Krull para cantar o êxito do genérico da série ‘La Casa de Papel’. Já teve o seu tempo e foi completamente descabido!Em suma, noites destas fazem sempre falta à televisão, por todas as razões. Não estamos todos cansados de novelas e sempre dos mesmos reality-shows?

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