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3 de Agosto, 2022

‘Cantor ou Impostor?’. Canta-se, mas não se encanta

Cláudia Vieira/Instagram

‘Cantor ou Impostor’ chegou à SIC para ocupar as noites de verão, aos domingos, e trouxe Cláudia Vieira de regresso à apresentação. Com o objetivo máximo de entreter de forma leve, a nova aposta cumpre o principal objetivo, embora não passe disso. Não é bom, não é mau, mas pelo menos ajuda alguém que precisa.

O novo programa da SIC segue a mesma linha de ‘A Máscara’ e aposta no mistério. O objetivo de quem está em estúdio, e que depois passa para quem está em casa, é descobrir qual dos convidados de um painel tem realmente boa voz e qual deles está a fazer um ótimo playback. Todas as semanas há um convidado em ‘Cantor ou Impostor?’, uma figura do canal, que tem como objetivo decifrar os enigmas e angariar o maior valor possível em euros para entregar a uma Instituição. Para isso, terá a ajuda, ou não, de três influenciadores.

Comecemos exatamente por aí. Manzarra salta da apresentação diretamente para o sofá e para influenciar. Dos três escolhidos, é o único que tem realmente graça no que diz e que consegue acrescentar ao formato, mesmo que nem sempre cumpra corretamente a sua função. Por outro lado, Rui Unas chegou a pronunciar-se nas redes sociais por não ser escolhido para estas coisas e, agora que tem a oportunidade que tanto esperou, escolheu ter um papel mais contido e que não lhe assenta bem. Por fim, Débora Monteiro faz o que pode, mas não chega.

Quanto ao programa, aquece q.b. e arrefece rapidamente. Tem um ótimo cenário, uma premissa divertida e que chega para o verão. Ainda assim, fica sempre a faltar qualquer coisa. Obviamente que a culpa não é da estação, mas talvez fizesse algum sentido uma competição entre os próprios cantores ou impostores que, a pedido da produção, estão vestidos de uma qualquer profissão e, estupidamente, com um semblante carregado, como se fosse necessário e acrescentasse alguma coisa.

Em último lugar, Cláudia Vieira. É divertida, bonita e bem disposta, mas caramba! Já tem alguns anos de experiência na apresentação, até de programas em direto, e continua agarrada ao teleponto para tudo e sem qualquer naturalidade. Já no ‘Ídolos, embora com menos experiência, Sara Matos fez o mesmo. Já não é moderno ter cartões na mão e seguir um fio condutor? Será mesmo necessário chegar ao ponto de ter questões escritas com palavras muito pouco “naturais” num discurso?

‘Cantor ou Impostor’ cumpre a missão de ser leve e de entreter no verão. No mínimo, ajuda quem precisa e trouxe algo de diferente à televisão. Ainda assim, vai deixar saudades ou voltar à antena? Provavelmente, não.

Avaliação:

Rating: 2 out of 5.

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