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25 de Julho, 2022

Dois anos de ‘Casa Feliz’. Como foi, como é, como vai ser

Coral Europa/Facebook

O ‘Casa Feliz’ estreou há dois anos, a 20 de julho de 2020, dois dias depois de Cristina Ferreira deixar a SIC. Além da apresentadora, o formato das manhãs perdeu grande parte da equipa, que rumou com a patroa para Queluz de Baixo. Diana Chaves e João Baião mal se conheciam, mas aceitaram o desafio de conduzir um programa no mesmo cenário e num horário liderado confortavelmente pelo canal. O esforço, o empenho e a genuinidade dos apresentadores mantiveram o formato, ainda hoje, líder de audiências não raras vezes.

Cristina Ferreira deixou a SIC, sem mais nem menos, e um programa da manhã com nome próprio para apresentar. Daniel Oliveira e a sua equipa tiveram de montar uma estratégia relâmpago, apenas num fim-de-semana, para não deixar cair o horário em mãos alheias. A diabolização de Cristina aliado ao profissionalismo de Diana e Baião deram ao canal razões para respirar de alívio, já que o ‘Casa Feliz’ conquistou o público e, consequentemente, as audiências.

A verdade é que, com novos apresentadores e um equipa renovada, o formato do ‘Programa da Cristina’ não mudou muito e só alguns meses depois é que a “casa” foi remodelada para os “novos patrões”. Nada disso tira mérito a um programa que não vacilou, nem mesmo quando na TVI chegou o ‘Dois às 10’. Cláudio Ramos e Maria Botelho Moniz ainda assustaram no início, mas rapidamente perderam força, algo que não acontece atualmente.

A verdade é que o ‘Casa Feliz’ tem perdido capacidades e já não vence assim tantas vezes a concorrência. Aliás, andam mesmo taco a taco e só na última fase das manhãs, em que Hernâni Carvalho entra em ação, a SIC dispara e se distancia dos demais. Apesar de não ser um espectador assíduo, nem pouco mais ou menos, certo é que o formato perdeu alguma da sua capacidade de ser diferente, centrado-se maioritariamente em conversas na sala ou em torno de receitas na cozinha. Ou seja, o que o tornava diferente e sempre com o cenário em alterações tendo em conta os vários temas tornou-se cada vez mais raro e, hoje em dia, é só mais um talk-show que vive muito à custa, sem demérito para Diana Chaves, a energia de João Baião.

De futuro, com a introdução de algumas mudanças e, talvez de uma casa nova, o ‘Casa Feliz’ pode voltar a afastar-se da concorrência a todos os níveis. Caso contrário, arrisca-se a não aguentar no ar por mais dois anos e, nesse momento, com certeza Fátima Lopes fará o seu regresso às manhãs.

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