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3 de Janeiro, 2022

Opinião. Big Bruno de Carvalho

Big Brother/Instagram

O ‘Big Brother Famosos’ regressou à TVI e a gala de estreia valeu-se unicamente da curiosidade sobre quem aceitou estar na casa “mais vigiada do país”. As audiências foram muito boas e, por isso, nada contra a estratégia. Ainda assim, por todas as razões e mais algumas, a noite acabou por ser de Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting Clube de Portugal.

Bruno de Carvalho foi o primeiro a entrar no ‘Big Brother Famosos’ e roubou as atenções desde o primeiro momento. Meia dúzia de minutos de conversa, mais uma entrada demorada na casa, uma votação rápida que obviamente o colocou como presidente na primeira semana do programa e imune a nomeações. Mais uma ou duas decisões que teve de tomar e um sem número de reações a tudo e a todos os que iam entrando no reality-show. No final, e a cada revelação, percebeu-se o porquê do foco no antigo homem forte do Sporting: não havia ninguém mais conhecido!

Os concorrentes “famosos”

Depois de Bruno de Carvalho foi sempre a descer. Chamar famosos a todos os concorrentes do programa da TVI é ter muito boa vontade ou então não saber o que significa tal adjetivo. “1. Que tem muita fama. = AFAMADO, CÉLEBRE, CONHECIDO, NOTÁVEL, RENOMADO ≠ DESCONHECIDO; 2. Muito bom. = EXCELENTE”, esta é a definição da palavra pelo dicionário de português da Priberam. Ora, excluindo cinco ou seis nomes, todos os outros não se encaixam nesta designação revelando a óbvia dificuldade que o canal de Queluz de Baixo teve em contratar concorrentes.

Para já, é difícil perceber se é um bom leque ou não de participantes, embora mereçam todos o benefício da dúvida. Por outro lado, é inegável que se esperava mais, ou seja, nomes verdadeiramente conhecidos do grande público. Resumindo, há cantores que não têm espetáculos devido à pandemia, atrizes de novelas que têm papéis muito secundários, um DJ que não tem discotecas onde passar som, e mais dois ou três falidos que não tiveram outro remédio. A exceção é mesmo Nuno Homem de Sá, que regressa ao formato provavelmente com vontade de limpar a imagem que deixou na primeira edição.

Uma Cristina nervosa, mas segura

Cristina Ferreira estreou-se no formato reality-show e, nos primeiros minutos, esteve visivelmente nervosa. Algo desculpável e que se foi desvanecendo ao longo da noite. A apresentadora esteve bem, embora sem deslumbrar. Destaque para uma possível falta de preparação, sobretudo quando perguntou ao casado Jardel se entrava para o programa sozinho ou se tinha uma namorada fora do programa.

Gala de estreia

O direto de estreia correu bem nas audiências, mas não foi uma grande espetáculo de televisão. Foi uma gala arrastada e com momentos sem grande interesse além do desfile de “famosos” selecionados pela TVI. A isso junta-se a junção de A Pipoca Mais Doce a Flávio Furtado que pode ter sido um erro. São dois dos melhores comentadores de programas no género só que correm o risco de se anular. Flávio, por exemplo, sobrepôs-se sempre a Ana García Martins. 

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