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30 de Dezembro, 2021

Balanço 2021. O melhor e o pior da RTP1

Fernando Mendes/Instagram

O ano de 2021 está a dar as últimas e chegou a hora de fazer balanços sobre o que de melhor e de pior os principais canais portugueses ofereceram aos espectadores. A RTP1 é a primeira a ser avaliada num balanço fácil, já que esteve longe de ser um ano particularmente feliz para o canal público. Não fosse o futebol e um ou outro programa e estaríamos perante uma das piores médias anuais de sempre.

Três destaques positivos no balanço de 2021:

‘O Preço Certo’

Mantém-se há muitos anos como o programa que maiores alegrias dá à RTP1. Fernando Mendes e a sua equipa estão de parabéns por aguentar um formato que se continua a reinventar, dentro dos possíveis, e a agradar a muito do público mais velho disponível para ver televisão às 19h00. As privadas bem tentam derrubar o peso pesado do canal público que, embora vacilando algumas vezes, rapidamente voltar ao primeiro lugar do pódio, sobretudo nos meses mais frios.

‘Pôr do Sol’

A “novela” cómica foi um evento difícil de prever deste verão. A sátira ao género teve qualidade e graça de sobra. Um projeto arriscado e pouco habitual numa RTP nem sempre dada a novidades. ‘Pôr do Sol’, além do melhor do primeiro canal, foi sem dúvida o melhor de 2021 na televisão nacional. Prova disso, é que foi um enorme sucesso fora do ecrã.

‘Programa Cautelar’

Filomena Cautela quis mudar de ares e fazer serviço público. Conseguiu-o com o ‘Programa Cautelar’ ao abordar temas fracturantes da sociedade, em horário nobre, de forma simples, direta e concisa. 

Destaques negativos de 2021:

‘Aqui Portugal’

O programa itinerante dos sábados teve de ser cancelado algumas vezes por falhas técnicas. Algo impensável para uma estação de televisão que já foi responsável, por exemplo, pelo ‘Festival Eurovisão da Canção’.

Repetições

A estação do Estado merece, neste balanço do ano, um enorme puxão de orelhas. O último ano foi rico, ou melhor, foi pobre em repetições em muitos horários, sobretudo aos fins-de-semana. Tudo serviu para ser repetido e não se entende como um canal que recebe dinheiro da publicidade e dos contribuintes presta um tão vergonhoso serviço ao público em determinados momentos. Repetir, sim, mas com conta peso e medida. 

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