Opinião. A TVI prometeu e o ‘Big Brother’ cumpriu

A TVI anunciou, ao longo dos últimos dias, que os espectadores podiam esquecer tudo aquilo que já tinham visto, porque este ‘Big Brother’ seria diferente. Apesar de não ser uma tarefa fácil, a verdade é que a nova edição cumpriu na estreia, este domingo (12/09), grande parte daquilo que prometeu.

Big Brother
TVI/Instagram

Com um sem número de reality shows no histórico e com uma televisão cada vez mais repetitiva, seria de esperar que a promessa de que viria aí algo de diferente estivesse muito longe de ser cumprida. Mas, afinal, o ‘Big Brother’ conseguiu surpreender, 21 anos depois da estreia da primeira edição.

Vamos por partes. A primeira gala não passou de uma típica apresentação de concorrentes e da casa como em todas as outras edições, embora bem mais dinâmica do que das últimas vezes. Por outro lado, pudemos assistir a uma forma diferente de se fazer aquilo que sempre foi feito.

A nova casa

Construída de raiz num armazém, algures na zona da Venda do Pinheiro, a nova casa é aquilo que de mais espetacular teve para apresentar a nova edição do programa da TVI.

Grande, bonita, futurista quanto baste e com novas zonas que vão permitir tornar o jogo diferente, o albergue dos novos concorrentes foi uma verdadeira lufada de ar fresco e que mete num chinelo todas as casas das edições anteriores, sobretudo a casa da Ericeira que foi “atamancada” para o efeito televisivo.

Os apresentadores

Tanto Cláudio Ramos como Manuel Luís Goucha já fizeram reality shows e também já tivemos uma dupla exatamente no mesmo formato. O que ninguém tinha visto foi a junção dos dois num mesmo formato.

Para a estreia, estiveram ambos bem. Contudo, o apresentador das tardes mostrou-se algo desconfortável, embora muitíssimo bem preparado. Em sentido contrário, Cláudio Ramos esteve seguríssimo e usou bem e com graça, a sua preparação menos capaz.

Em dupla funcionaram bastante bem e com certeza vão melhorar nas próximas galas. Boa escolha!

Os concorrentes

Big Brother Concorrentes
Big Brother/Instagram

Para já, a produção da Endemol conseguiu, finalmente, um ótimo lote de concorrentes e também ele diferente do habitual. Há caras e corpos bonitos, mas que felizmente parecem ser mais do que isso. A eles, juntam-se duas ou três mulheres mais experientes e que provavelmente vão trazer algum bom senso em momentos mais explosivos.

Numa primeira impressão, os destaques positivos vão para Ana Morina, Bruno, Lourenço, António e Maria da Conceição, a mulher que não admite que se chame cordon bleu a um panado recheado.

Do outro lado da barricada estão a irritante Ana Barbosa, com a mania de que manda e conhecida por só dar abraços, Rafael, Yeniffer e João.

Pelo meio, e também por culpa da produção, entraram mais uns quantos que parece que serviram apenas para fazer número.

Os erros, que também os houve

O público já não vai em cantigas e todos conhecemos a manipulação que, muitas vezes, a produção do programa faz no jogo. A diferença é que podia ser mais subtil a fazê-lo. As tarefas especiais, logo a abrir para uns e não para outros, são um exemplo claro de quem se vai destacar logo à partida.

A isso junta-se ainda umas nomeações às três pancadas e em que nas primeira nem tinham sequer entrado na casa todos os concorrentes.

Além disso, o ‘Big Brother’ precisa aproveitar melhor e de forma diferente a sua “Arena”. O primeiro jogo até nem foi péssimo, embora já o tenhamos visto no ‘Jogo de Todos os Jogos’, da RTP, mas é preciso que seja ainda melhor. Caso contrário, será um espaço e uma ideia que rapidamente vai cair por terra.