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17 de Julho, 2021

O regresso de Cristina à TVI. As vitórias e as derrotas um ano depois

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A 17 de julho de 2020, Cristina Ferreira surpreendeu tudo e todos com um inesperado regresso à TVI. Além do trabalho como apresentadora, a mulher da Malveira regressou a Queluz de Baixo como diretora de entretenimento e ficção, com o objetivo de voltar a “erguer as paredes” do canal. Um ano depois, a profissional tem no currículo de diretora mais insucessos do que sucessos.

O regresso de Cristina à TVI. As vitórias e as derrotas um ano depois
Cristina Ferreira/Instagram

Há uma ano, Cristina Ferreira era dona e senhora das manhãs da SIC, invencível no horário desde que se estreou no canal de Paço de Arcos. O regresso à TVI gerou alguma revolta, que mais tarde deu origem ao livro ‘P’ra Cima de Puta’ e também fez correr muita tinta sobre como seria o futuro dos canais privados nacionais, de sinal aberto, com a mudança do rosto mais influente do panorama televisivo.

Sem poder fazer muito no meses que se seguiram, já que as decisões estavam tomadas, a primeira grande aposta foi o ‘Dia de Cristina’. O programa ocupou toda a grelha diária, um dia por semana. Começou bem, com melhores resultados de manhã do que de tarde, mas terminou meses depois, com muito menos glória do que começou.

Seguiu-se um ‘Em Família’ ao lado de Goucha, aos sábados à tarde, e aí sim, a dupla conseguiu dar a liderança à TVI. O programa está, ainda hoje no ar, com Maria Cerqueira Gomes e Rúben Rua, mas já sem a pujança de outros tempos e até a perder para o formato de Marco Paulo, da SIC.

Mais tarde, Cristina escolheu Teresa Guilherme para voltar a apresentar o ‘Big Brother’ e retirou o amigo Cláudio Ramos dos comandos do reality show. A troca não foi vista com bons olhos e a apresentadora original do programa não conseguiu segurar as audiências das últimas galas conseguidas pelo agora apresentador das manhãs. Apesar de não ter sido uma derrota, a escolha revelou-se pouco acertada.

Pelo meio, reformulou o ‘Somos Portugal’ que, ainda hoje, continua a perder para o ‘Domingão’. Criou o ‘VivaVida’ para as tarde de sábado que, os resultados menos felizes, o atiraram para as manhãs de domingo. Além disso, o programa de entrevistas ‘Conta-me Como És’ passou a ‘Conta-me’, juntou inicialmente Goucha ao leque de entrevistadores, mas, tirando melhores resultados esporadicamente, esteve e continua a estar longe de conseguir fazer frente ao ‘Alta Definição’, de Daniel Oliveira.

No início deste ano, lançou o ‘Dois às 10’ de manhã, e ‘Goucha’ à tarde. Ambos os formatos começaram bem e atiraram a SIC para a segunda posição. Contudo, ao longo do tempo a distância foi-se encurtando e, atualmente, tanto o ‘Casa Feliz’ como o ‘Júlia’ são habitualmente líderes de audiências. Ambos vão à frente na média anual, segundo a revista TV 7 Dias. Neste campo, não se pode afirmar que se tratou de uma derrota, embora também não se tenha tratado de uma vitória.

Também em janeiro a profissional foi obrigada a vergar-se e a juntar Cláudio Ramos a Teresa Guilherme no ‘Big Brother’. A dupla funcionou, os resultados apareceram e a diretora acabou por se redimir da má decisão tomada em setembro.

Mais recentemente, voltou ao horário nobre com o ‘All Together Now’. O talent show cativou audiências no primeiro programa, mas ficou-se pela curiosidade inicial. A falta de competição e as críticas aos jurados selecionados deitaram por terra a possibilidade de uma segunda edição para breve. Provavelmente, o concurso musical foi uma das suas maiores derrotas no regresso à TVI.

Ainda no que toca a programas de entretenimento, há cerca de três meses estreou o ‘Cristina ComVida’. Sem sucesso às 19h00, mudou-se esta semana para o horário das 18h00, mas igualmente pouco competitivo. Provavelmente, terá o fim anunciado ainda durante este ano.

A grande vitória

A grande vitória no seu regresso a Queluz de Baixo foi, sem dúvida nenhuma, a novela ‘Festa é Festa’. A história cómica foi uma pedrada no charco e um grande risco que acabou por compensar. Há vários anos que a TVI não vencia em horário nobre e, agora, são mais as vezes que vence ao início da noite do que aquelas em que perde.

Entradas e saídas

Fátima Lopes e Isabel Silva foram as grandes baixas da era Cristina Ferreira. Cansadas de não estar na linha da frente de combate do quarto canal, as apresentadoras decidiram abandonar Queluz. A situação não foi bem vista por muito do público, o que ajudou a descredibilizar a imagem da mulher forte da estação.

Por outro lado, Iva Domingues e Nuno Eiró voltaram à casa que os ajudou a celebrizar. Ainda assim, não entraram pela porta grande e estão, atualmente, no ‘Esta Manhã’.

Um ano depois, Cristina Ferreira juntou o cargo de diretora ao de apresentadora e professora no currículo. Contudo, por agora, ainda não se pode gabar do sucesso, já que ainda não provou ser capaz de devolver o primeiro lugar à TVI.

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