Opinião. Quando cai a máscara

A segunda temporada de ‘A Máscara’ chegou no início do ano, numa versão melhorada e cuidada face à edição anterior. Sem grandes novidades no que toca a entretenimento por parte da concorrência, o programa da SIC capitalizou o interesse do público, fechado em casa devido à pandemia, e registou audiências recorde.

A Máscara
João Manzarra/Instagram

Ao longo das várias semanas de exibição o formato foi perdendo público, também porque o interesse no programa foi-se esvaindo, sobretudo devido às más opções de exibição. Inicialmente, a emissão dupla, aos sábados e domingos, obrigou a cortes e costuras na edição, deixando sempre as grandes revelações para a segunda emissão de fim-de-semana. A isso, juntaram-se os horários tardios das revelações, que afastaram sobretudo o público mais novo.

Mais recentemente, o programa apresentado por João Manzarra deixou as noites de sábado, focando-se numa emissão semanal única e, também por isso, ainda mais prolongada.

Este domingo (28/02), ‘A Máscara’ voltou a dar palco a concorrentes já expulsos e de edições anteriores. No final, nem uma única revelação. Resultado? Críticas e mais críticas nas redes sociais a que se juntou uma queda abrupta nas audiências.

A grande final acontece já esta semana e vai competir com o regresso de Cristina Ferreira ao horário nobre, na TVI, com a estreia de ‘All Together Now’. A aposta da SIC parte para o confronto fragilizada e a culpa é apenas do canal e da má programação de Daniel Oliveira, que até nem costuma falhar nestes aspectos. 

Fevereiro sem mexidas

Big Brother TVI/Instagram

No mês que passou, a SIC voltou a ser líder de audiências, embora a TVI tenha encurtado a margem para a principal concorrente. Março será um mês de novidades com um novo duelo aos domingos à noite, o ‘Big Brother’ ao sábado e Cristina Ferreira deve voltar aos formatos diários nos finais de tarde. Será que o canal de Queluz de Baixo vai regressar à liderança das audiências? Neste mês que agora inicia, parece-me que não.

Festival

Festival da Canção/Instagram

O ‘Festival da Canção 2021’ merece todos os aplausos, desde a forma como foi realizado e ludibriou a pandemia, como ainda uma inegável qualidade musical no geral. A final promete ser uma das mais renhidas dos últimos anos, com muitos candidatos à vitória. Pena a festa não poder ser feita à grande.

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