Opinião. Uma semifinal com sabor a final

A segunda semifinal do ‘Festival da Canção 2021’ foi para o ar neste sábado (27/02) e esteve vários furos acima da primeira em todos os níveis.

Segunda semifinal do Festival da Canção
Festival da Canção/Instagram

Comecemos pelas canções a concurso nesta segunda semifinal. Pessoalmente, poucas foram aquelas que não gostei, apesar de achar que nem todas se enquadram na versão internacional do concurso. Os destaques realmente positivos, por várias razões, vão para a participação de Carolina Deslandes, Pedro Gonçalves ou Ana Tereza. Contudo, o melhor ficou para o fim, com Neev. ‘Dancing in the Stars’ é a melhor canção a concurso se tivermos em conta precisamente o concurso. 

Se deixarmos de ser velhos do Restelo e assumirmos que também não tem mal nenhum assumirmos uma participação noutra língua, podemos ter uma participação candidata à melhor classificação desde que Salvador Sobral venceu o ‘Festival Eurovisão da Canção’. 

Ainda relativamente à segunda semifinal, há que elogiar o trabalho de José Carlos Malato e, sobretudo, de Tânia Ribas de Oliveira. Ambos imprimiram um ritmo bem mais apelativo do que aquele que foi dado por Jorge Gabriel e Sónia Araújo na semana anterior.

A noite ficou ainda marcada por uma justíssima homenagem à muitas vezes esquecida prestação de Lúcia Moniz. A cantora e atriz voltou ao palco do Festival, 25 anos depois, e voltou a brilhar. A encerrar, Agir protagonizou o momento mais bonito da noite ao interpretar as músicas que o pai, Paulo de Carvalho, levou a concurso em anos anteriores (‘Flor Sem Tempo’ e ‘Depois do Adeus’).

A final está marcada para sábado (06/03), e terá apresentação de Filomena Cautela e Vasco Palmeirim. Espera-se uma noite cheia de qualidade e umas das mais disputadas dos últimos anos.

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