Opinião. Está ou não a televisão a dar um mau exemplo na pandemia?

Televisão na pandemia
TVI/INSTAGRAM

O novo programa de Cristina Ferreira, o ‘All Together Now’, tem sido o porta estandarte daqueles que se insurgem contra a “falta” de cuidados dos canais de televisão em tempos de pandemia e numa altura em que os portugueses se vêem obrigados ao confinamento.

Além disso, mais recentemente o médico Gustavo Carona, que se popularizou com a sua intervenção no ‘Como É Que O Bicho Mexe’, de Bruno Nogueira, mostrou a sua indignação na sua página de Instagram relativamente aos programas de televisão. No texto, o profissional pede que sejam usadas máscaras e acrescentou ainda que um bailarino ou um músico não perde a sua arte por usá-la.

Muito provavelmente, os programas de domingo à tarde da SIC e da TVI são o expoente máximo daquilo que se pode entender como falta de respeito pelo espectador. Mesmo que se façam testes rápidos a todos os intervenientes, os mesmos valem o que valem e não garantem que ninguém esteja infetado. A festa até pode ser bonita de se ver, mas está longe de ser um exemplo.

Enquanto programas informativos ou não fazem, e bem, o seu papel em explicar a pandemia e os perigos que dela advêm, há depois “outra televisão” que deixa cair tudo por terra. Se o público se habituou a ver os mais variados formatos sem público, também se habituaria a ver programas com pessoas de máscara.

Até poderia ser aceitável que um apresentador não tivesse uma máscara sempre que possível, mas será que os convidados não poderiam ter? Podiam, e não era a mesma coisa.

Para o bem e para o mal, uma imagem vale mais do que mil palavras e ninguém pode estar acima de ninguém durante uma pandemia em que todos, e repito todos, são obrigados ao confinamento e a obrigações.

TVI de Cristina

Soube-se que a TVI tentou contratar Fernando Rocha, Hernâni Carvalho e Carolina Carvalho. Todos negaram uma mudança para Queluz de Baixo. Também na semana passada Nuno Santos e Cristina Ferreira decidiram apostar na transmissão de documentários sobre o mundo animal ao final das manhãs de fim-de-semana. Não será que a estação se está a colar demais às ideias e caras da principal concorrente?

Fim do ‘Joker’

O concurso da RTP1 sofreu algumas alterações neste novo ano, mas o público não deixou de ver o mesmo formato durante cerca de três anos. Sinceramente, parece um final correto porque a novidade é sempre bem-vinda. Ainda assim, venha o que vier, Vasco Palmeirim devia manter-se nas noites do primeiro canal.

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