Opinião. ‘Amor Amor’ é um hino à música popular portuguesa

‘Amor Amor’ chegou à SIC para substituir o canhão que foi ‘Nazaré’ nas audiências por mais de um ano. Esta segunda-feira (04/01), a novela mostrou uma história que o público já conhece, mas envolvida em contornos pouco habituais. Na nova trama, a música popular é rainha e não é que isso é bom?

Amor Amor
Amor Amor Oficial/Instagram

A nova aposta do canal de Carnaxide começou com o “reencontro” dos protagonistas da história no Luxemburgo, mas rapidamente recuou até 1989, algo desnecessário, para mostrar que Romeu Santiago e Linda se conheciam desde crianças. Pouquíssimos minutos depois, a história de ‘Amor Amor’ avançou 10 anos, até 1999, e a partir daí foi difícil deixar o ecrã.

As festas da aldeia e a música popular mostraram logo ao que vinham e tornaram-se um dos focos principais a adornar a história de amor proibida dos dois jovens. Ambos pobres, tinham em comum o gosto pelo palco e uma paixão a nascer e a ser descoberta aos poucos.

O vaivém entre passado e presente foi sempre claro e ajudou a entender o núcleo principal da trama, assim como o papel de cada personagem. Nesse sentido, a decisão de ocupar o primeiro episódio apenas com a história central é meio caminho andado para um início bem feito e capaz de captar a atenção dos mais distraídos.

Contudo, o grande destaque da estreia vai mesmo para o núcleo jovem encabeçado por Luís Ganito, Madalena Almeida e Inês Sá Frias. Todos deram um show de representação e tornaram o enredo ainda mais apetecível.

Pelo meio, houve ainda um acidente muito pouco credível do pai do protagonista e que o vitimou. Uma queda ao rio que deixou a desejar, mas que não abalou a qualidade da novela.

A nova aposta da SIC não é um novelão, embora tenha um bom fio condutor. O grande destaque é mesmo a belíssima aposta numa temática mais popular, com música ligeira como pano de fundo. Afinal, ainda é possível fazer-se diferente com o mesmo.

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