TVI. O balanço do melhor e do pior de 2020

2020 não foi um ano fácil para a TVI por nenhum motivo. O canal e a empresa que o detém passaram, e ainda estão a passar, por uma fase de reestruturação e, nesse sentido, o número de apostas e testes foi maior, tal como o número de falhas. Apesar disso, a estação soube dar a volta por cima, adaptar-se aos novos tempos, leia-se pandemia, e chega agora ao final do ano mais próxima da liderança e da principal concorrente, a SIC. É o balanço do ano para a TVI.

Balanço de 2020 TVI
Cláudio Ramos/Instagram

Muitas caras novas chegaram ao entretenimento e à informação da TVI, embora o regresso de Cristina Ferreira tenha marcado o ano a todos os níveis e alterado, mais uma vez, o panorama televisivo nacional. Mas esse já foi um tema tão explorado que é preferível seguir para outros assuntos.

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Marco Horário/Instagram

No que toca a balanço negativo, há uma série de tentativas frustradas, sobretudo no período do início da pandemia, que correram mal à TVI. Por exemplo, a reposição de ‘Morangos Com Açúcar’, a aposta em ‘Anti-Stress’, no ‘A Vida Lá Fora’ e, já mais recentemente, na sitcom ‘Ai A Minha Vida’ e ‘BOOM’. Todas elas foram apostas mal concebidas e mal conseguidas. Passaram à história sem ficarem na história.

Contudo, há ainda dois destaques que merecem outra atenção. Um deles está relacionado com a edição do ‘Dança Com As Estrelas’, que teve início este ano, que até nem estava a correr assim tão bem e que foi suspenso devido à COVID-19. Esteve para regressar no verão, para fechar o ciclo mas, até hoje, nada mais foi dito sobre o formato. Resumindo, trata-se de uma atitude pouco correta da TVI que mostra que, a dada altura, ficou sem rei nem roque.

Ainda no campo do que de pior aconteceu, há também que salientar a mais que errada aposta no ‘Big Brother ZOOM’. Ansiosa por estrear o reality show, a estação acabou por encerrar os concorrentes, separadamente, em apartamentos e filmar as suas relações virtuais. Além de ter retirado a expectativa para a versão original, mostrou-se um formato sem conteúdo e altamente rejeitado pelos portugueses.

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Cláudio Ramos/Instagram

No campo positivo, há que destacar as belíssimas contratações que foram Cláudio Ramos e Maria Botelho Moniz. Ambos fizeram um extraordinário trabalho num ‘Big Brother’ que parecia moribundo. No final, a primeira edição de 2020 mostrou-se competitiva e terminou em glória, capaz de derrotar a concorrência do ‘Quem Quer Namorar Com O Agricultor?’, da SIC.

Aos novos rostos, junta-se ainda o de Manuel Luís Goucha que mostrou, mais uma vez, o seu profissionalismo e lutou até ao final sem baixar os braços para manter o ‘Você na TV!’ à tona. Já sem Cristina Ferreira do “outro lado”, conseguiu nos seus últimos momentos vencer o ‘Casa Feliz’.

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Quer o Destino/Instagram

Às pessoas, há que juntar ainda a novela ‘Quer o Destino’ que, apesar de um início pouco feliz, fez o seu caminho e conseguiu devolver à TVI algum do público de horário nobre perdido ao longo dos últimos anos. Sobretudo, a história valeu-se das extraordinárias interpretações de atores como Luís Esparteiro, Marina Mota ou Sara Barradas.

No geral, 2020 começou mal para a TVI, mas acabou bem. O próximo ano trará novidades e uma reformulação completa da grelha e aí sim, Cristina Ferreira e Nuno Santos vão ser colocados à prova.

TVI/2020

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