João Paulo Sousa: “Tive outros convites, mas a SIC é a minha casa”

João Paulo Sousa é hoje um dos rostos mais ativos da SIC, sobretudo aos fins-de-semana. O apresentador assume, ao lado de Raquel Tavares, a condução do ‘Olhó Baião’ e aos domingos à tarde alegra o público com o ‘Domingão’.

Ainda na televisão, pode ser visto atualmente na série ‘O Atentado’, da RTP1. Contudo, a vida do profissional não termina no pequeno ecrã e todos os dias pode ser ouvido na Cidade FM.

Ao ‘A Caixa Que Já Foi Mágica’ revela que não se distrai com os elogios, fala ainda de João Baião como um “ídolo” e conta também que não se sente pressionado pelas audiências.

João Paulo Sousa
Marco Oliveira/Glam

A Caixa Que Já Foi Mágica.: O João Paulo Sousa afirmou recentemente que não se sente pressionado pelos números. Trabalhando num canal privado, e quando as audiências não correspondem, não sente de alguma forma o seu trabalho condicionado?

João Paulo Sousa.: O meu trabalho é fazer sentir bem quem me vê na TV, quem me ouve na Rádio, quem vai aos meus espetáculos e quem me segue nas redes sociais. E, felizmente, estou no canal mais visto em Portugal e na rádio jovem mais ouvida de Portugal.

Tenho a sorte de todos os projetos em que estive envolvido terem sido bem-sucedidos e sou agradecido por isso, mas preocupar-me com isso não é o meu trabalho, há pessoas responsáveis por o fazer e eu confio nelas.

ACQJFM.: Grande parte dos seus desafios em televisão têm sido no horário diurno e em dupla, ou até com mais colegas. Ambiciona ter um projeto só seu e noutros horários?

JPS.: O projeto que mais desejo fazer é aquele que estiver a fazer no momento! Tive e tenho colegas incríveis de trabalho e quanto a horários já fiz os domingos à noite em televisão durante três anos, manhãs na rádio, tardes e fim-de-semana em televisão. Para mim, o importante é fazer melhor do que o trabalho anterior, o resto é bónus. 

ACQJFM.: Se um dia o trabalho na televisão e na rádio não forem compatíveis, a sua decisão vai depender do projeto ou já há uma preferência definida?

JPS.: Até hoje consegui compatibilizar tudo! Apresento, represento, faço espetáculos e rádio ao mesmo tempo, ou seja, já me habituei. A televisão é uma paixão mais antiga do que a rádio, mas não quero ter de escolher. 

ACQJFM.: Sente-se como uma das maiores promessas da televisão atual? Que peso tem essa conotação no seu trabalho?

“Já me anunciaram como “o próximo… tudo e mais alguma coisa”, mas isso não me distrai.”

É bom ouvir elogios, mas não fico preso a essas coisas. Já me anunciaram como “o próximo… tudo e mais alguma coisa”, mas isso não me distrai do meu propósito de continuar a crescer pessoal e profissionalmente.

ACQJFM.: A SIC tem sido, preferencialmente, a sua “casa”. Já recebeu convites de outros canais?

JPS.: Já. Mas a SIC é a minha casa há 12 anos e estou feliz! 

ACQJFM.: Além da rádio e da televisão faz ainda dobragens de desenhos animados. Não tem receio do cansaço ou do desgaste provocado por trabalhar e mostrar-se ao público, de alguma forma, todos os dias da semana?

JPS.: Felizmente sou bastante requisitado, o que é um reconhecimento do meu trabalho e sou grato por isso. Ainda assim, quase todos os trabalhos que faço são para públicos diferentes, o que tem sido muito produtivo para solidificar a minha carreira.

João Paulo Sousa em 'O Atentado'
Divulgação RTP

ACQJFM.: Fez parte do elenco da série ‘O Atentado’. Como foi fazer uma série de época? Há uma maior dificuldade na representação em papéis de época comparativamente com, por exemplo, o seu papel em ‘Golpe de Sorte’?

JPS.: Apesar de ser o papel mais intenso que já fiz em televisão, sinto que o facto de ser de época me ajudou. O facto de vestir todos os dias um fato dos anos 30, de ver os carros e as bicicletas dos anos 30, de gravar em localizações onde aconteceu o que retratamos na história, tudo isso dá uma sensação de entrar mesmo naquela época e naquela história e ao representar sentia isso. 

‘O Atentado’ teve um método de trabalho diferente de uma novela, dá mais tempo ao ator para se preparar, para repetir uma cena. Antes de começarmos a gravar já temos o guião e sabemos o percurso do personagem do início ao fim. 

Uma série e uma novela exigem coisas diferentes, mas o nível de exigência, para mim, é o mesmo. Não acredito em papéis difíceis nem fáceis. 

“Rapidamente percebi que só há um Ronaldo e um Baião e, portanto, eu teria de ser o João Paulo.”

João Paulo Sousa/Instagram

ACQJFM.: Já por várias vezes surgiu em público a elogiar João Baião. Que importância tem o apresentador para si?

JPS.: O João é extraordinário por vários motivos. Para já é o ídolo de qualquer pessoa que ambicione fazer televisão e depois ainda é uma pessoa querida, divertida, é tudo aquilo que podemos desejar de um bom colega de trabalho.

Curiosamente a primeira vez que fiz daytime, com 27 anos, foi nas férias do Baião e lembro-me de ter a sensação de estar a substituir o Ronaldo. Mas foi ótimo ter essa sensação porque rapidamente percebi que só há um Ronaldo e um Baião e, portanto, eu teria de ser o João Paulo e felizmente fui muito bem recebido pela equipa e pelo público.

ACQJFM.: A televisão ainda é a “caixa mágica”?

JPS.: É. E vai ser sempre. Assim como o cinema, a rádio e tudo o que transmite emoções para nós será sempre mágico.

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