Opinião. O setembro de Cristina

Setembro foi o mês em que Cristina Ferreira voltou à “casa mãe”, leia-se TVI. O regresso era aguardado e a curiosidade sobre aquilo que iria fazer como apresentadora e como diretora de entretenimento e ficção era muita.

Setembro de Cristina
Daily Cristina/Instagram

A primeira surpresa no “setembro de Cristina” chegou quando decidiu tirar Cláudio Ramos da apresentação do ‘Big Brother’ e chamar de volta Teresa Guilherme. Sem desprimor para o trabalho da antiga cara da SIC, a aposta na apresentadora original do formato foi certeira.

Mais tarde, o ‘Somos Portugal’ sofreu mexidas, acrescentou-se o ‘Camião do Ben’, trouxe-se de volta Iva Domingues e atirou-se Carlos Ribeiro de novo para fora do ecrã. Além do regresso da eterna figura do canal, pouco mais há a acrescentar e elogiar nas mexidos do formato das tardes de domingo. Além de novas caras, continua igual a ele próprio.

Nesse entretanto, Cristina esteve mais ativa que nunca nas redes sociais, esteve na apresentação da novela ‘Amar Demais’, ainda sem dedo seu, e deu uma entrevista, muito fraquinha por sinal, no renovado ‘Jornal das 8’.

Para alavancar as manhãs, despediu-se do ‘Você na TV!’, ao lado de Manuel Luís Goucha, naquele que considero ser o ponto alto dos primeiros dias do seu regresso onde, aí assim, explicou a sua saída da TVI e posteriormente da SIC. 

Dois dias depois estreou o ‘Dia de Cristina’ e o canal de Queluz de Baixo voltou a ser líder de audiências. Ainda assim, programa está longe de ser a “obra-prima” alcançada com ‘O Programa da Cristina’. Além de os conteúdos não divergirem em quase nada daquilo que já fazia, o cenário escolhido até pode mostrar grandiosidade, mas isso nem sempre é sinal de qualidade. É diferente, sim é, mas não é perfeito. Aliás, se fosse, não tinha sofrido tantas alterações ao segundo programa que, de resto, baixou consideravelmente o número de espectadores face à estreia.

Para finalizar, e de volta ao papel de diretora, a mulher da Malveira apostou em ‘VivaVida’. O programa venceu as audiências na estreia e mereceu. Não é de todo uma novidade, mas é mais completo do que os que existem atualmente na concorrência.

Em suma, desengane-se quem pensou que a TVI ia voltar ao papel de líder num mês. Cristina Ferreira ainda tem muito trabalho pela frente e só no próximo ano pode ser criticada ou elogiada enquanto gestora de grelha de programação. Até ao final do ano, muitas das apostas do canal já estavam pensadas e há dinheiro que não se pode perder.

Para já, a apresentadora voltou a mostrar que é boa naquilo que faz, embora tenha ficado provado que não é infalível ou invencível.

Este artigo foi originalmente publicado no Espalha-Factos, parceiro do A Caixa que já foi Mágica.

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