Opinião| Um novo ódio nacional chamado Joana Latino

Joana Latino
Fotografia.: Instagram Joana Latino

Joana Latino é o novo ódio de estimação dos portugueses, sobretudo dos artistas. O comentário sobre a classe, no programa ‘Passadeira Vermelha’, e em que critica a atitude durante a pandemia, não caiu bem.

Que importância teria a opinião da comentadora se não tivesse chegado às redes sociais e não tivesse sido partilhada por dezenas de artistas? Diria que pouca, ou nenhuma.

O programa da SIC, de que a jornalista faz parte, é transmitido pela SIC Caras, em horário nobre, e pela televisão generalista já depois da meia-noite. Explicando a frase anterior, o canal Cabo não é um sucesso de audiências e, de madrugada, mesmo que seja um sucesso, nenhum programa é seguido por um número avassalador de espetadores capaz de tamanha polémica.

O ‘Passadeira Vermelha’ deve rondar os 200 a 300 mil espetadores por dia, em média, que são muitos, mas não os suficientes para criar tanto alarido alarido.

Joana Latino teve o azar de dar a sua opinião, e muito bem porque é livre, e ser apanhada por alguém que a divulgou.

As redes sociais, atualmente, têm a capacidade de tornar heróis em vilões e vilões em heróis em pouco tempo. Foi o caso e, neste caso, a televisão só ganhou importância porque esteve na Internet.

Gabo a coragem da profissional de dizer o que pensa sempre que se senta numa cadeira na pele de comentadora. Não concordo com o que disse e entendo a revolta de artistas que não vêem a luz ao fundo do túnel.

Joana teve a atitude certa, na altura errada e, como em quase tudo o que se passa nas redes sociais, vai cair no esquecimento até que apareça outra pessoa para odiar.

Ainda assim, não me parecem compatíveis os dois papéis de Joana na televisão. É impossível ver e ouvir a jornalista sem pensar nas opiniões da comentadora.

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