Opinião. O ‘Big Brother’ e a virtude de saber esperar

Opinião sobre a estreia do Big Brother
Fotografia.: Instagram Big Brother TVI

O novo ‘Big Brother’ era para ter chegado em março, mas a pandemia provocada pelo novo coronavírus obrigou a TVI a mudar de planos.

O reality show regressou este domingo (26/04), na versão ‘ZOOM’, mostrando os concorrentes antes de entrarem na nova casa e antes de terem realizado testes à Covid-19.

Feita a introdução, vamos à opinião e análise.

A Gala

Começar o programa por explicar as condições em que está a ser feito, de como os concorrentes vão ser testados e as justificações para a ausência de público ao vivo foi a melhor forma de começar.

Depois, a estreia não foi em direto e isso faz com que a gala tivesse sido mais fluida. Ainda assim, houve falhas imperdoáveis e cortes abruptos em conversas que tiraram naturalidade ao programa. Além disso, ver Cláudio Ramos a entrevistar uma concorrente de cartões na mão, de seguida vê-lo com uma mesa de apoio à frente e no final da conversa estar de novo com cartões na mão é uma falha que não passou despercebida.

O programa manteve a habitual formatação de qualquer estreia do género, com a apresentação dos concorrentes, mas que se prolongou por tempo de mais.

Outra má ideia foi escolher para primeiro concorrente um pastor. A ligação ao programa da concorrência foi inevitável e desnecessária.

Cláudio Ramos

O apresentador esteve seguríssimo, mas o facto de conduzir uma emissão em diferido ajudou.

Cláudio esteve muito bem, mas estudou de mais. O facto de ter estudado tão bem aquilo que queria questionar retirou ao discurso alguma espontaneidade.

Além de que, sempre que lê o teleponto perde naturalidade. É preciso treinar.

O profissional não é unânime e tem de mostrar mais do que qualquer outro que merece estar onde está. Começou bem, mas ainda não chega.

Concorrentes

O casting é bastante bom. Há concorrentes para todos os gostos e deixaram-se de lado os típicos homens musculados e as mulheres atrevidas que fazem do mundo da noite a sua vida. Não que isso tenha mal, mas há que mudar o estereótipo.

Há pessoas para todos os gostos, boas histórias e diferentes faixas etárias neste ‘BB2020’.

Cenário e casa

O novo cenário e a nova casa são aquilo que mais impressiona nesta edição. Apesar da ausência de público, o cenário é futurista, bonito e completo. O mesmo se pode dizer da casa. Nenhum reality show em Portugal teve uma moradia tão interessante a todos os níveis como nesta nova edição.

O novo ‘Big Brother’ não venceu nas audiências e ficou longe da SIC. A maior aposta da TVI chegou numa versão adaptada e sem entrada de concorrentes numa casa vigiada.

Por 15 dias, o canal devia ter esperado e estreado a sua galinha dos ovos de ouro nas melhores condições. Assim, corre o risco de perder o interesse e o factor surpresa.

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