Opinião. Um “tapa buracos” chamado ‘A Vida Lá Fora’

Marco Horácio A Vida Lá Fora
Fotografia.: Instagram SIC Oficial

‘A Vida Lá Fora’ trouxe Marco Horácio para a TVI, numa contratação relâmpago à SIC. O humorista juntou Nilton, António Raminhos e outros amigos num novo formato caseiro.

Qualquer programa que vá estrear a um domingo, no canal de Queluz de Baixo, será sempre considerado um “tapa buracos” até que chegue o novo ‘Big Brother’. Já tinha acontecido com o ‘Dança com as Estrelas’ e o mesmo se passa com a nova aposta de Nuno Santos.

O programa é um bom esforço da TVI por trazer algo de novo e algum humor em tempo de pandemia, mas de boas intenções está o inferno cheio.

A forma como foi apresentado é a possível nesta altura e sobre isso não me vou pronunciar. Agora, sobre o conteúdo há algo a dizer.

Basicamente, Marco Horácio é um apresentador a anunciar cada momento protagonizado pelos humoristas convidados e, sobre a sua prestação, não há muito a acrescentar. Nada de novo.

Não acho especial graça a este género de humor que algumas vezes parece forçado. António Machado e as suas imitações não convencem, nem prendem a atenção, apesar de boas.

António Raminhos continua preso às suas filhas e a escolha em mostrar a “sua vida” em quarentena é mais do mesmo, só que dentro de casa.

O melhor momento deste ‘A Vida Lá Fora’ pertenceu a Nilton. Habituado a brincar com a atualidade, chegou mesmo a repetir uma excelente piada que Ricardo Araújo Pereira tinha feito minutos antes no programa da SIC. Mas esqueçam as cópias, o programa tinha sido gravado anteriormente.

No geral, ‘A Vida Lá Fora’ não é um grande programa e nem o pretende ser. Agora, quando se fala em humor é preciso que esse lá esteja numa boa dose. Não é o caso.

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