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4 de Abril, 2020

Telescola regressa 55 anos depois da primeira emissão. O que era e o que vai ser

Fotografia.: Reprodução RTP

Telescola RTP
Fotografia.: Reprodução RTP

A telescola vai regressar à RTP ainda em abril para complementar os estudos dos alunos até ao 9.º ano. O ensino através da televisão iniciou-se em Portugal no ano de 1965 e teve emissões regulares até 1987.

A RTP Memória vai servir de plataforma para emissão de aulas diárias, de segunda a sexta-feira. Esta opção tomada pelo Governo destina-se aos alunos do ensino básico o que quer dizer que serve para alunos até ao 9.º ano de escolaridade. No dia 9 de abril, haverá mais esclarecimentos, anunciou o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, em direto na RTP este sábado (04/04).

Apesar das diferenças, os alunos de Portugal vão voltar a aprender através da televisão. Por isso, o nome telescola não vai voltar a ser utilizado, anunciou o Público.

O jornal avança que no canal do Estado “está já constituída uma equipa com pessoal criativo e técnico para colocar de pé o projeto”. Contudo, apesar do apoio da RTP, todos os conteúdos exibidos são “responsabilidade exclusiva do ministério”.

Por definir está ainda o tempo diário de emissão e como será feita a divisão entre os vários anos de escolaridade.

A medida deve-se à pandemia de Covid-19 que está a assolar o país e que obrigou ao fecho de todas as escolas do país.

Telescola iniciou emissões a 6 de janeiro de 1965

As razões para a utilização da telescola antes do 25 de abril, e até depois, eram bem diferentes das atuais. Na época, a escolaridade obrigatória ia apenas até ao 4.º ano e o modelo de aprendizagem através da televisão servia aqueles que viviam em zona rurais ou aqueles que viviam em zona suburbanas onde as escolas estavam sobrelotadas.

A programação era produzida nos estúdios da RTP no Monte da Virgem, no Porto. Havia cerca de 1000 alunos inscritos para assistir às emissões nos postos de receção por monitores, mas estavam acessíveis a todos através da canal público que ocupava parte da programação, entre as 14 e as 19 horas.

Aqueles que se deslocavam aos centros eram acompanhados por professores, geralmente da área de ciências ou e de letras.

As últimas transmissões da telescola foram para o ar em 1987, mas o método de ensino continuou. A vulgarização dos videogravadores na década de 80 permitiu que as aulas fossem gravadas e exibidas em videocassetes.

Na década seguinte, o modelo de aprendizagem serviu como complemento de ensino ou para pessoas fora da idade “normal” da frequência escolar.

O projeto conheceu vários nomes ao longo dos anos, o último foi Ensino Básico Mediatizado (EBM). Em 2003 foi anunciado o seu final e, no ano letivo anterior, estavam inscritos 5200 alunos.

A telescola nacional foi uma das mais bem-sucedidas em toda a Europa.

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