Opinião. RTP, SIC e TVI merecem elogios pela reação à Covid-19

Comando TV elogios
Reprodução

Nem sempre um espaço de opinião serve para criticar isto ou aquilo e, este artigo, é a prova disso mesmo. Também há espaço para elogios quando são merecidos.

A pandemia de Covid-19 obrigou a muitas alterações no quotidiano e na forma de como tudo era feito a que as televisões tiveram ou se propuseram também a seguir.

Sobretudo os canais generalistas, sem exceção, têm tido um comportamento exemplar na luta contra uma doença que se alastra de dia para dia. RTP, SIC e TVI, e acredito que muitos outros, reduziram equipas nos seus programas, adaptaram outro e suspenderam outros tantos.

Acredito que não seja fácil para uma televisão, como empresa, tomar uma decisão que pode colocar em risco a sua situação financeira. Mas, até aqui, a vida humana foi mais importante.

Devo elogiar ainda a forma como jornalistas, apresentadores, técnicos e tantos profissionais têm abordado o tema do novo coronavírus. Eles também estão lá, na sua luta, para nos entreter, informar e educar. É isso que a televisão tem feito nos últimos dias.

Se acreditamos que esse é o seu dever, devemos também pensar que não era a sua obrigação. É nos momentos difíceis que sabemos com quem e com o que podemos contar. Com todos os defeitos, as televisões nacionais mostraram que são um porto seguro. Obrigado, os elogios são merecidos!

‘Quer o Destino’ segura-se na corda bamba

Sara Barradas
Fotografia.: Instagram Quer o Destino

A TVI atravessa um momento delicado no que toca a audiências. O primeiro lugar está cada vez mais longe. 

‘Quer o Destino’ chegou, esta semana, e melhorou os resultados da estação no horário nobre. Não chega, nem de longe, nem de perto, para vencer a líder ‘Nazaré’, mas já é um bom sinal.

Contudo, nem tudo o que luz é ouro e a história protagonizada por Sara Barradas não traz nada de novo, em nenhum sentido, além de estar muito mal contada.

Não havia necessidade

Ao contrário da TVI, a SIC vive momentos de glória e a liderança está cada vez mais consolidada. É por isso que não se entende que sejam necessários usarem-se truques de programação que prejudicam um produto.

‘Amor de Mãe’ estreou e conviveu duas semanas com ‘A Dona do Pedaço’ que, por sua vez, foi atirada para lá da meia-noite e com episódios reduzidos a pouco mais de vinte minutos.

Nem a SIC precisava, nem o público, nem o próprio produto mereciam.

Este artigo foi escrito por Tiago Lourenço, autor do A Caixa que já foi Mágica, e originalmente publicado pelo site Espalha-Factos.

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