Opinião| O público não está e, afinal, não são só palmas

Manuel Luís Goucha e público
Fotografia.: Instagram Manuel Luis Goucha

As televisões generalistas nacionais decidiram retirar o público ao vivo dos seus programas diários. Elas, que tantas vezes são acusadas de procurar audiências de forma desmesurada, foram das primeiras a dar o primeiro passo sem que tenham sido obrigadas. A razão é, obviamente, o coronavírus.

Posto isto, a televisão perdeu qualidade. Muitas vezes, muitos de nós olhamos para as pessoas que estão num público de um programa televisivo como “batedores de palmas”.

Aquelas pessoas, que nem a um ordenado têm direito, são afinal mais do que figuração. Ao longo destes últimos dias tenho tido a oportunidade de ver alguns formatos e sinto que falta qualquer coisa. Essa “qualquer coisa” é tão somente emoção.  Faltam os risos, as gargalhadas, as lágrimas, a interação e os aplausos.

A pandemia, com tudo de mau que trouxe ao país e ao mundo, talvez traga também algumas lições positivas. Neste caso, talvez cada um de nós e as próprias televisões passem a ter outro respeito pelas pessoas que todos os dias estão sentados atrás ou à frente dos apresentadores.

Afinal, não são só palmas.

Polémica entre Miguel Sousa Tavares e Ricardo Araújo Pereira

Esta semana, o comentador decidiu criticar o humorista no espaço que tem no Jornal das 8, da TVI. O motivo foi a presença da Ministra da Justiça no Isto É Gozar Com Quem Trabalha. Não sou fã de nenhum, mas gosto dos dois.

Enquanto esteve no canal de Queluz de Baixo, Ricardo Araújo Pereira recebeu dezenas de convidados e não me recordo de ter havido críticas tão duras por parte de Miguel Sousa Tavares. Cada um tem direito a uma opinião, mas seria mesmo necessário criticar tão duramente um profissional de outro canal?

Regresso em grande

Bárbara Guimarães regressou à televisão e foi líder de audiências com 24 Horas de Vida.
O novo formato liderou do início ao fim da emissão e a concorrência nem se chegou a aproximar.

Contudo, apesar de o programa ser bom, não acredito que tenha a força suficiente para se manter líder nas noites de domingo, sobretudo quando chegar o novo Big Brother.

Este artigo foi escrito por Tiago Lourenço, autor do A Caixa que já foi Mágica, e originalmente publicado pelo site Espalha-Factos.

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