‘Árvore dos Desejos’: um programa “fofinho”

Fotografia.: Instagram João Manzarra
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A SIC decidiu substituir o ‘Terra Nossa’, com César Mourão, pelo ‘Árvore dos Desejos’, com João Manzarra nas noites de sábado.

O novo programa leva uma “árvore” às escolas onde crianças têm de escolher um desejo que gostavam de ver realizado, não para si próprios, mas para alguém.

Depois deste pequeníssimo resumo sobre o formato, escusado será dizer que “emoção” é a palavra de ordem. Primeiro porque, obviamente, são escolhidas as histórias capazes de fazer soltar uma lágrima a quem assiste e, segundo, porque é muito difícil resistir a um monte de crianças meiguinhas, desejosas de fazer o bem.

O que a ‘Árvore dos Desejos’ promete, cumpre, em todos os sentidos. Só que isso não chega para ser um programa de televisão cativante.

É demasiado longo para captar a atenção do início ao fim. Confesso que, se não tivesse de o ver na totalidade para poder comentar, teria feito zapping muitas vezes.

João Manzarra, o apresentador, está confortável no papel e desempenha-o bem. Nada a apontar.

O programa venceu nas audiências todos os sábados em que foi emitido. Isto só é possível porque a SIC vive em pleno estado de graça. Caso contrário, não seria um programa com pujança suficiente para enfrentar a concorrência.

‘Árvore dos Desejos’ é mais um exemplo de uma estação de Paço de Arcos a apostar, cada vez mais, em produtos diferentes, o que é bom. Ainda assim, ser “fofinho” não chega. Falta-lhe alguma coisa.

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