‘Terra Brava’: Como contar bem uma velha história

Fotografia.: Instagram Mariana Monteiro
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A SIC prometeu uma “regresso às origens” com a estreia de “Terra Brava” e conseguiu. No que toca a novelas, o primeiro episódio foi o trabalho mais bem conseguido dos últimos anos e muitos furos acima da concorrência e até de ‘Nazaré’ que estreou também no canal recentemente.

A trama da estação é a prova de que uma história pode voltar a ser contada e manter o interesse.

Rodrigo (João Catarré) procura vingar-se da mulher que lhe tirou a família, as propriedades e o dinheiro, obrigando-o a viver nas ruas de uma Alemanha recentemente reunificada.

É esta a história principal contada num primeiro episódio cheio de imagens de cortar a respiração, sem “barrigas” e tão fluida que a diferença entre o passado e o presente não precisou de grandes truques de edição.

Claro que, se pensarmos bem, existem pequenas falhas no guião, como a cena em que uma criança é raptada e levada numa carrinha por uma Europa ainda com controlo fronteiriço apertado (décadas de 80/90).

‘Terra Brava’ traz de volta, e bem, a ruralidade portuguesa arredada há tempo de mais da televisão. Além disso, inspira-se também em grandes sucessos brasileiros, mas com uma adaptação bem conseguida. Ora já tínhamos visto o “Carrossel”, uma casa de diversão noturna mal visto pelas “beatas” da terra, no “Bataclan” de ‘Gabriela’.

Apesar de recorrente, a nova novela tem uma história bem contada e uma vertente cómica muito bem conseguida. Além disso, o elenco traz de volta bons nomes, como é o caso da extraordinária Noémia Costa.

Com ‘Terra Brava’ a SIC conseguiu ser acompanhada nos dois primeiros episódios por cerca de 1 milhão e 500 mil espectadores. Números elevados para os padrões atuais. Muito dificilmente deixará de ser um sucesso e, se mantiver a qualidade inicial, será mais do que merecido.

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