Com corda e nada bamba

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“Na Corda Bamba” estreou na TVI a um domingo (15/09), o dia em que muitas das novelas da estação estrearam com grande ou relativo sucesso.

Não foi caso da nova trama que traz de volta Rui Vilhena como autor depois de uma passagem pela TV Globo, do Brasil.

A história contada no primeiro episódio é boa e trouxe ao ecrã um sem número de cenas bem conseguidas e bem interpretadas. Sem abusar na mostra de paisagens e afins, a estação de Queluz de Baixo preocupou-se, e bem, em explicar a trama. Apesar de não ter feito todas as revelações, a verdade é que os espectadores ficaram bem esclarecidos.

“Na Corda Bamba” é realmente boa, mas afastada da realidade. Há muito pouco de verosímil, o que não é mau, mas não é aquilo que a TVI precisava no momento.

Os protagonistas não são bons e provavelmente não serão maus. A mulher a quem foi roubada a filha sofre mas não é sofrida. Não há aqui nada de típico e, numa primeira abordagem, parece que não há ninguém de boa estirpe.

Há alguma novidade aqui, trazida pelo autor, só não acredito que o público esteja interessado numa história tão densa e tão pouco habitual.

Na estreia, Paula Neves e Maria João Bastos “roubaram a cena”, como dizem os brasileiros, e encabeçaram um leque de boas interpretações a par de Dalila Carmo, Pêpê Rapazote e Margarida Vila-Nova.

O genérico também é bom, mas que já o vi em 2010, em “Cama de Gato”.

A estreia, no que toca audiências, correu mal à TVI. Um tosco terceiro lugar no TOP 5 do dia. A novela tem qualidade e talvez seja um dos melhores primeiros episódios da ficção nacional dos últimos anos. O problema é que o canal vive aquilo que a SIC viveu durante anos: por maior qualidade que tenham os seus produtos, já não pegam com “três cantigas”.

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