“Nazaré”: o embrulho perfeito num presente assim-assim

Fotografia.: Instagram José Mata
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A nova novela da SIC estreou com números de audiência avassaladores e o segundo episódio não se ficou atrás. A produção trouxe ao canal e ao horário nobre em geral números pouco habituais nos últimos tempos.

“Nazaré” é o perfeito exemplo de que tudo já foi inventado em televisão.

A escolha de uma protagonista pouco habituada a essas lides foi uma excelente ideia de um Daniel Oliveira, cada vez melhor como homem forte da estação de Paço de Arcos. Só que a personagem interpretada por Carolina Loureiro é mais do mesmo: a menina de “pelo na venta”, respondona, mas lutadora e movida pela incansável procura de cura para a doença da sua mãe.

De outro lado, temos um jovem rico que perde o pai devido à ganância do próprio tio. Juntam-se a este enredo, as senhoras do mercado, os assaltos e uma recriação dos incêndios que assolaram o país em 2017.

Está lá tudo, mas como sempre esteve. Já vimos isto vezes sem conta e precisamente nos mesmos moldes. Há uma crise de ideias nas produções nacionais, à exceção de “Golpe de Sorte”, e nem existe um esforço para reinventar tudo o que já se fez.

Por outro lado, a produção da SIC está muito bem conseguida no que toca a exteriores e fotografia. Usa-se e abusa-se das paisagens da Nazaré, com uma sem número de cenas captadas por drones, que nunca são de mais.

Junta-se à forma de apresentar, um elenco muito bem escolhido. Há juventude com qualidade e figuras experientes com provas dadas. Carla Andrino é um ótimo regresso.

“Nazaré” tem um excelente embrulho embora o resultado final seja “assim-assim”.

O público gostou e mesmo que, para já, se possa falar em curiosidade, a SIC tem em mãos um sucesso.

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