Ficha Técnica| Bruno Filipe Costa.: “Poder dizer que trabalho na SIC é extraordinário”

Fotografia.: Imagem cedida por Bruno Filipe Costa

Trabalha na SIC há 18 anos e não podia estar mais orgulhoso disso mesmo.

Bruno Filipe Costa já passou pelos vários momentos da estação e explica que ambiente se vive nos corredores de Paço de Arcos agora que alcançou a liderança nas audiências em Portugal, depois de estar mais de 12 anos atrás da TVI.

O profissional considera ainda “essencial” a sua intervenção em projetos da SIC Esperança.

É o regresso do Ficha Técnica – Dar Rosto aos Nomes com o técnico de marketing do canal de Pinto Balsemão.

Qual é o trabalho de um técnico de marketing num canal de televisão?

Na essência é um trabalho de relações públicas. Maioritariamente, esclarecer as questões dos telespectadores, ouvir os seus comentários tendo em conta a contínua melhoria da experiência televisiva. Outra função relevante é ser guia em visitas de estudo.

Onde encontra inspiração? Reinventar e apresentar o mesmo mas de formas diferentes é o maior desafio na sua profissão?

Só o facto de poder dizer “trabalho na SIC” já é algo extraordinário, inspira e motiva-nos diariamente. Mesmo profissionais que decidiram abraçar outros projetos, demonstram muito carinho e respeito quando falam sobre a estação.

Cada dia é diferente. Perceber a adesão dos telespectadores aos nossos conteúdos. Todos os dias ouvimos pessoas com histórias e realidades tão diferentes. Recebemos grupos escolares, utentes de IPSS, universidades seniores, etc. Mais oportunidades para aprender.

O maior desafio é o equilíbrio emocional. Se por um lado vivemos um telespectador como um membro da família SIC, por outro, temos de procurar um equilíbrio para não nos envolvermos demasiado nem sermos máquinas completamente distantes do público.

A SIC tem sido premiada no que toca a publicidade. Que importâncias têm esses prémios para o canal?

Penso que todos trabalhamos para vermos o nosso trabalho valorizado. Os prémios são o reconhecimento da qualidade daquilo que fazemos, o que redobra a nossa motivação, mas também a responsabilidade para fazer mais e melhor.

Acredita que a SIC é, atualmente, a melhor televisão nacional no que toca ao marketing?

Somos uma televisão ímpar. Desde a forma como chegámos à liderança em apenas 3 anos. A sempre existente proximidade com o público. As digressões ao longo do tempo. O pioneirismo na responsabilidade social (hoje conhecida como SIC Esperança). A criação do primeiro serviço de atendimento ao telespectador numa televisão. A forma como comunicamos internamente a experiência do público. Escolas e universidades de outros países querem visitar-nos pois reconhecem-nos valor. A presença e apoio nos grandes eventos. E, voltando aos prémios, mesmo em períodos de menor adesão do público, continuámos a recebê-los.

Somos uma equipa pequena, com orçamento muito reduzido, num mercado sempre em movimento, com grupos gigantescos europeus e americanos como concorrentes.

Fotografia.: via SIC Notícias

Está na SIC há 18 anos. Quais são as maiores diferenças no canal nesse período de tempo?

O crescente número de canais: 9 (SIC SIC Notícias, SIC Mulher, SIC Radical, SIC Internacional, SIC Internacional África, SIC Caras, SIC K, Txillo).

A constante mudança na forma de consumir televisão e nas plataformas onde estão os conteúdos. A adaptação a novas áreas de negócio e em novas fontes de receita. A junção das várias marcas num novo edifício, fortalecendo a união interpessoal e convergência de processos. Profissionais de excelência que construíram o universo SIC, algumas fisicamente já não estão entre nós, mas que continuam nas nossas mentes.

Mas, no fundo, continuamos a melhor empresa familiar, de Francisco Pinto Balsemão, sempre com o foco em informar e entreter os portugueses, sem esquecer as causas sociais.

Já esteve na estação a perder e a a ganhar audiências. Que sentimento se vive nos corredores de Paço de Arcos?

Com certeza há maior felicidade e orgulho com o fortalecimento da SIC generalista, mas nunca deixámos ser uma estação líder. Sempre com um forte sentimento de pertença, vestindo a camisola da SIC.

O que sente que mudou para terem recuperado a liderança nas audiências?

Uma nova Direção Geral de Entretenimento, com juventude mas com muita experiência (Daniel Oliveira tem 22 anos de televisão) que soube identificar as fraquezas de uma concorrência acomodada.

Fortaleceu vários períodos do dia, aproveitando a prata da casa e contratando Cristina Ferreira, um “furacão”, uma das mulheres mais influentes e transversais em Portugal, a mais capaz e versátil apresentadora da televisão nacional.

Um ainda melhor aproveitamento de caras da estação e da excelência da Informação da SIC. A aposta em novas formas de produzir ficção e realities “construtivos” que privilegiam o amor, o conhecimento do “eu” e dos outros e que se podem ver em família.

Fotografia.: divulgação

Foi importante para si fazer voluntariado nas ações da SIC Esperança?

Importante, não. Essencial. Existimos para trazer algo de valioso aos outros. Custa pouco ou nada e traz tanto a quem mais precisa. Vale a pena acreditar num mundo melhor e mais justo.

A televisão ainda é a caixa mágica?

Sem dúvida! Independentemente de haver novas plataformas e novas formas de consumo. Vejo, por exemplo, essa magia nas visitas que recebemos. Os olhos fascinados das crianças, os jovens que querem ser nossos colegas e conhecer as caras SIC, os seniores que veem realizado o sonho de uma vida.

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