Joana Teles.: “‘O Aqui Portugal’ é o expoente máximo do que é fazer televisão”

Fotografia.: Instagram Joana Teles
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Joana Teles venceu um casting para a RTP, em 2006, e foi selecionada entre 5000 mil candidatos. Atualmente, apresenta o “Aqui Portugal” juntamente com Hélder Reis e Catarina Camacho.

Em entrevista ao A Caixa que já foi Mágica a natural do Porto mostra-se feliz com o programa semanal e revela que é gratificante poder apresentar um formato no exterior e com constante contacto com o público.

A apresentadora conta ainda que não faz planos para o futuro e que tem ótimos amigos na televisão.

Com os programas “5 Sentidos”, “Há Conversa”, “Verão Total”, “Há Volta” e “Jogo Duplo” no currículo, foi o “Só Visto” que lhe deu maior visibilidade no início da carreira. Daniel Oliveira, atual diretor de programas da SIC, foi quem dirigiu o convite a Joana Teles para fazer parte do magazine.

A Caixa que já foi Mágica.: É um facto que Júlio Isidro lançou muitas figuras na televisão. O Daniel Oliveira é o seu Júlio Isidro?

Joana Teles.: Admiro profissionalmente os dois , mas na realidade a minha vinda para a televisão fez-se por intermédio de um casting lançado pela RTP, em 2006, com uma participação bastante significativa de 5000 mil pessoas e onde, depois de quase um ano de provas, fui selecionada com mais 9 colegas. Mais tarde, fui apresentada no 50º. aniversário da estação como um dos novos rostos.

Fotografia.: Instagram Joana Teles

ACQJFM.: Só a vemos no “Aqui Portugal” uma vez por semana. Que trabalho de preparação exige um formato deste género?

JT.: Depois de quatro anos e meio a trabalhar seis dias por semana, encontro-me desde abril a esta parte, estrategicamente dedicada ao “Aqui Portugal”. É um imenso orgulho apresentar com o Hélder Reis e com a Catarina Camacho aquele que é o programa mais longo da televisão portuguesa, o mais próximo, o mais emblemático nacional e internacionalmente e o constante líder de audiências no seu horário.

Este feliz reconhecimento é reflexo de um intenso trabalho de uma grande equipa (em número e em dedicação), que prepara um programa que efetivamente dá a conhecer a terra, as suas tradições e, o mais importante, as pessoas.

Em oito horas de programa, altamente exigentes, temos como missão enaltecer quem nos recebe, valorizar o que são, o que têm e o que fazem.

A par do “Aqui Portugal” também integro outros projetos, como é o caso atual das “7 Maravilhas Doces de Portugal” e do “Há Volta”.

Fotografia.: Instagram Joana Teles

ACQJFM.: O que representa o programa para si? É o seu maior desafio profissional até ao momento?

JT.: O “Aqui Portugal” representa para mim o expoente máximo daquilo que é fazer e viver a televisão. O contacto com o público não engana. O que este nos diz é incrivelmente gratificante.  

Sem o conforto de um estúdio e sem alinhamentos estanques, fazemos televisão , também, à medida do que sentimos. Apesar de termos o programa pensado e os convidados definidos, muitas vezes conhecemos alguém num intervalo que trazemos ao programa e mostramos a sua história. O facto de estarmos na rua permite-nos viver o local e as suas pessoas. Genuinamente. Sem rede e com o coração todo.

ACQJFM.: O “Aqui Portugal” consegue várias vezes a liderança das audiências. É algo a que presta atenção ou o facto de trabalhar para um canal público tira-lhe essa responsabilidade?

JT.: A responsabilidade não vem com as audiências, mas as audiências são fruto da responsabilidade e eu faço questão de a ter em permanência no meu trabalho. Trabalhar na RTP aporta ainda maior exigência. O serviço público de televisão é sério, é atento, é humano. E toda essa verdade passa no nosso trabalho e cativa o público. As audiências são disso reflexo.

ACQJFM.: A maioria dos seus trabalhos têm sido no exterior. Fascina-a mais o contacto direto com o público do que um trabalho em estúdio? Porquê?

JT.: Fascina-me a televisão. Ponto. Mas é evidente que o contato direto com o público é apaixonante e visceral. Porque é verdadeiro e porque é sentido. No imediato. 

ACQJFM.: Que desafios televisivos gostava que o futuro lhe trouxesse?

JT.: Aprendi a viver com o que me dão. Não projeto o futuro. Vivo o presente. O que vier será bem-vindo e bem vivido. Sempre com a minha total dedicação e paixão. 

Fotografia.: Instagram Joana Teles

ACQJFM.: Em entrevista ao “A Caixa que já foi Mágica”, Hélder Reis afirmou que não é difícil fazerem-se amigos em televisão. Concorda?

JT.: Concordo. Os amigos não são definidos pela sua profissão ou empresa na qual trabalham. Tenho ótimos amigos em televisão. 

ACQJFM.: Que importância têm na sua vida o blogue e a marca de roupa que representa? A televisão mantém-se como uma prioridade?

JT.: Sou feita de muitas coisas e por isso a minha felicidade é a minha prioridade! Escrever e partilhar está em mim, mas faço-o de uma forma descontraída e absolutamente leve e despretensiosa. Assumo porém que o papel de empresária conquistou-me totalmente o coração e preenche-me em absoluto. 

A BBme by Joana Teles é a minha marca de roupa materno-infantil, 100% portuguesa e original, que me realiza e me liberta a criatividade e gosto pela moda e design. Trabalho há quatro anos neste projeto e o crescimento tem sido absolutamente extraordinário.

O sucesso já ultrapassa as fronteiras portuguesas, com a exportação a arrecadar uma significativa presença. A minha ambição é tornar a minha marca uma referência na moda das Pré-mamãs, bebés e famílias. Estou no caminho certo. Agora é continuá-lo porque ele faz-se caminhando. Mas o que eu gosto mesmo é de correr.

ACQJFM.: A televisão ainda é a “caixa mágica”?

JT.: Sempre!

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