João Valentim.: “Todos perdemos com a separação da Cristina e do Goucha”

Fotografia.: Instagram João Valentim
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João Valentim foi um dos pupilos da dupla Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira. Ao fim de cinco anos na TVI e no “Você na TV”, o jornalista viu-se obrigado a escolher entre ficar na casa que o viu nascer profissionalmente ou aceitar um novo desafio.

Há cerca de sete meses na SIC, o jovem revela a dificuldade e a exigência que é trabalhar com a mulher da Malveira e conta ainda que é “muito difícil” recusar um convite da apresentadora.

Valentim afirma ainda que os conteúdos que produzia na TVI eram “mais “popularuchos” e confessa que o público perdeu muito com a separação da antiga dupla do “Você na TV”.

A Caixa que já foi Mágica.: Qual foi o seu primeiro pensamento assim que soube do final da dupla Manuel Luís Goucha/Cristina Ferreira?

João Valentim.: O primeiro pensamento que tive quando soube que a dupla Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha ia terminar foi: e agora? o que será feito de mim? Será que eu vou continuar com a Cristina? Será que vou continuar com o Goucha?

Também pensei que a televisão ia perder muito. Os dois eram uma dupla imbatível na televisão portuguesa. Acho que todos perdemos um pouco com a separação deles. Por outro lado, também acho que ganhámos porque temos dois programas belíssimos que são uma lufada de ar fresco no daytime.

ACQJFM.: Quando recebeu o convite para se mudar para a SIC teve receio da sua mudança ser encarada como uma traição?

JV.: Inevitavelmente algumas pessoas iam encarar a mudança como uma traição, mas eu estou no mercado de trabalho e vou para onde achar que as condições são melhores. Na altura a Cristina convidou-me e, como achei o projeto interessante, decidi aceitar. A televisão é como o mundo do futebol. As pessoas esquecem-se que se trata de um emprego.

Fotografia.: Instagram João Valentim


ACQJFM.: O que o motivou a trocar o programa das manhãs líder de audiências em Portugal por um novo formato de uma estação que perdia no horário há vários anos?

JV.: É muito difícil dizer não à Cristina Ferreira. Quando ela me convidou e me falou do projeto disse logo que sim. Ia entrar num canal novo e aprender novas formas de fazer reportagens. A nossa vida é feita de desafios e não podemos ficar estagnados. Apesar de ter uma ótima relação com a TVI senti falta de crescer um pouco.

ACQJFM.: Que diferenças existem entre o seu trabalho na SIC relativamente ao que fazia na TVI?

JV.: Não existem grandes diferenças, os conteúdos é que são outros. Aqueles que fazia na TVI eram mais “popularuchos”. Não quer dizer que isso seja uma coisa negativa. Eram conteúdos que eu adorava fazer e um dia vou voltar a fazê-los. Na SIC os conteúdos são diferentes. Tudo faz sentido naquele programa (“O Programa da Cristina”) porque tudo é encadeado.

ACQJFM.: Qual é a sua maiore dificuldade enquanto repórter?

JV.: A maior dificuldade é nunca cair no erro de fazer tudo igual ao que já foi feito. Se há coisa que a Cristina não gosta é que façamos sempre da mesma forma. Por exemplo, já entrevistei cinco ou seis pastores e é muito difícil voltar a entrevistar um pastor e não fazer as mesmas perguntas. Basicamente o tema é o mesmo e nós é que temos de criar o conteúdo para ser diferente.

ACQJFM.: Quão exigente é Cristina Ferreira com aqueles com quem trabalha?

JV.: A Cristina faz televisão como ninguém em Portugal no daytime. Ela é criativa e consegue embrulhar qualquer programa muito rapidamente. É por isso que é difícil trabalhar com ela, porque nos coloca sempre à prova.

ACQJFM.: O que se vê a fazer profissionalmente, por exemplo, daqui a 10 anos? Quais são as suas ambições?

JV.: Eu nunca fui muito fazer planos. Não faço a mínima ideia. O jornalismo nasceu em mim de uma forma espontânea. Nunca pensei ser jornalista ou fazer televisão. Foi tudo acontecendo. Há uma frase do Fernando Pessoa que me caracteriza nesse aspeto: “Vou onde o vento me leva e não me sinto pensar”.

Fotografia.: Instagram João Valentim

ACQJFM.: Tem saudades de algo ou de alguém da TVI?

JV.: Ainda ontem depois de cerca de sete meses fui almoçar com os meus colegas da TVI. Claro que tenho saudades. Foram cinco anos da minha vida e muito felizes.

ACQJFM.: A televisão ainda é a “caixa mágica”?

JV.: Claro que a televisão ainda é uma caixa mágica.  Quem não sonha a ver televisão?

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