Não amar depois de amar

Fotografia.: Instagram Pedro Lima
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“Amar Depois de Amar” começou de forma trágica com uma história que parecia demasiado densa, mas que se foi desenrolando em sentido contrário.

É uma história simples que, no primeiro episódio e muito bem, se centrou apenas no núcleo protagonista. Basicamente o mote é dado por dois casais que se conhecem depois de uma briga entre os filhos e que, pelo menos, dois dos membros do quarteto se envolvem. O episódio termina com a explicação do acidente de automóvel que iniciou a história e em que a mulher que trai o marido desaparece misteriosamente e o homem que trai a mulher é levado para o hospital em estado grave.

É uma trama simples, bem contada mas com os seus devidos clichés. Significa que muito mal de ideias estão os autores da TVI para precisarem de adaptar um guião tão simples como este.

Além de alguma qualidade de fotografia e e edição que apresenta, é bastante percetível que é um produto feito com menos cuidado e que, obviamente, não estava pensado para ser a produção principal de horário nobre do canal. Os maus resultados de “Prisioneira” precipitaram a estreia e com honras de principal aposta.

Nota ainda para o merecido destaque dado a Dina Félix da Costa, que já merecia o protagonismo. Por outro lado, nota negativa para Maria João Pinho que me pareceu forçada e pouco natural em todas as cenas.

“Amar Depois de Amar”, com as devidas diferenças, é melhor que “Prisioneira” e, por se tratar de uma série, torna a história mais fluida, já que número de episódios é bem mais reduzido que as habituais produções da TVI.

No que toca a audiências, a estreia foi bem razoável mas sol de pouca dura. A série foi perdendo público de dia para dia e acabou a semana bem longe da concorrente “Golpe de Sorte” e bem perto de o “Joker”, da RTP1

É caso para dizer: foi amar e deixar de amar.

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