Estreia de “Golpe de Sorte” dá liderança à SIC (C/ Opinião)

Fotografia.: Instagram Golpe de Sorte
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“Golpe de Sorte” estreou, esta segunda-feira à noite na SIC, e foi o programa mais visto do dia. A série protagonizada por Maria João Abreu foi acompanhada, em média, por 1 milhão e 356 mil telespectadores.

O canal de Paço de Arcos prometeu, durante várias semanas de promoção, mudar as noites dos portugueses e muitos deles aceitaram a proposta. A nova trama da estação liderou desde o início até ao final da sua exibição sem nunca ter a concorrência por perto.

Nas audiências, “Golpe de Sorte” registou 14,% de rating com 29,6% de share e foi de longe o formato mais visto nesta segunda-feira (28/05). O “Jornal da Noite” ocupou a segunda posição com 9,6% de rating e 21,5% de quota de mercado.

A TVI quis abafar a estreia da concorrência com um episódio especial da recém-estreada “Prisioneira”, mas a estratégia não podia ter corrido pior. Além de perder para todos os programas da SIC emitidos no horário nobre durante o seu período de exibição, o canal de Queluz de Baixo viu-se em terceiro lugar, atrás da RTP1, que exibia o “Joker”, apresentado por Vasco Palmeirim.

No total diário, a SIC liderou com 21,7%. Seguiu-se a TVI com 17,1% e a RTP1 com 12,3%. A RTP2 registou 2% neste dia e o conjunto de canais pagos conseguiram um total de 35,7%.

Fonte.: www.espalha-factos.com e www.zapping-tv.pt

OPINIÃO

Tinha expectativas elevadas para a estreia da nova produção da SIC e não saíram defraudadas, mas começo pelo que menos me agradou.

Não adorei o início, em que Maria João Abreu ajuda uma mulher a dar a luz uma criança em cima de uma carrinha de caixa aberta e com um imenso público à volta, numa cena que acontecia no ano de 2006. Não me parece muito verosímil tal acontecimento há 13 anos e também não me parece a melhor forma de a autora “explicar” que a protagonista havia tido um filho outros tantos anos antes (filho esse que foi entregue a um casal de imigrantes por pressão da mãe e de uma vizinha).

Também não gostei de ver uma Dânia Neto que, ao envolver-se com vários homens, utiliza uma peruca para esconder a sua identidade. Ou seja, obviamente que um homem que tenha intimidade com uma mulher vai perceber que esta está a usar uma peruca.

Diria que são pormenores. Pormenores esses que não ofuscam o grande produto que a televisão apresentou ontem. Senti-me a ver cinema português, mas sem o arrastamento habitual do género. Foi um episódio fluido, com muitas personagens a surgir, mas enquadradas na história.

Senti também que “Golpe de Sorte” retrata o Portugal que eu conheço e garanto que ainda nenhuma série televisiva o tinha feito. Vivo numa aldeia desde sempre e viver numa aldeia é aquilo que ali está. A coletividade, as festas preparadas pelo povo, a amizade, a entreajuda, a beatas, muitas delas falsas, e o progresso. Sim, porque não se pense que num mundo rural não há Internet, televisão por cabo e etc.

Aliado a isso, está um extraordinário elenco, encabeçado por uma extraordinária Maria João Abreu. Esta série marca a diferença aqui, mais uma vez. A quantidade de atores veteranos é impressionante e, não desfazendo dos mais novos, fazem toda a diferença. A velha guarda, sobretudo a do teatro, aliada à juventude é outro dos pontos fortes.

Depois há a história que, não sendo uma grande novidade, foge ao habitual. Finalmente deixou-se de lado as meninas bonitas, umas boas e outras más, e os menos bonitos na mesma dose a lutarem por amores complicados. Não que não façam falta histórias dessas, mas é preciso mudar de vez em quando.

Pela estreia, “Golpe de Sorte” merece a atenção do público e, tendo em conta a principal concorrente da TVI, “Prisioneira”, tem tudo para continuar a liderar audiências.

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