Falhou a final mas não falhou Conan

Fotografia.: Thomas Hansen

A primeira semifinal do “Festival Eurovisão da Canção 2019” foi para o ar esta terça-feira. Conan Osíris convenceu os portugueses, mas não convenceu a Europa e o mundo. Portugal falhou a qualificação para a grande final, mas nem por isso o representante português falhou.

Antes de escrever sobre a participação nacional, há comentários a fazer ao primeiro espetáculo apresentado por Israel, país organizador. A Eurovisão de hoje é muitos furos abaixo daquela que a RTP apresentou o ano passado. O cenário tem várias inspirações no cenário de 2018, há uma sala com um grande número de lugares por preencher e muitas apresentações sem chama.

O melhor momento ficou para o final, quando Dana International, vencedora em 1998, com toda a envolvência da apresentação mostrou que amor é amor, por quem quer que ele seja vivido ou sentido.

Voltando a Portugal, Conan Osíris merecia um lugar na final. Primeiro, porque muito poucos foram melhores que ele esta noite. Depois, porque nenhuma música se destacou pela diferença e qualidade como “Telemóveis”.

Apesar de não atingir o principal objetivo da participação, Tiago, assim se chama o cantor nacional, já ganhou. Conseguiu a unanimidade entre o júri e o público no “Festival da Canção”, algo inédito nos anos mais recentes, e uma rampa de lançamento para a sua carreira.

A diferença de Conan chamou a atenção, primeiro com chacota e, depois, com respeito. Merece continuar no panorama artístico nacional por muito tempo se continuar a mostrar que faz sentido quebrar barreiras e mostrar coisas novas.

A Europa e o mundo não entenderam Osíris. Felizmente, Portugal está tão mais à frente em tantas coisas.

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