“A Nossa Tarde” | A opinião sobre o novo progama de Tânia Ribas de Oliveira

Fotografia.: Facebook A Nossa Tarde

Tânia Ribas de Oliveira regressou, finalmente, à televisão depois de dois meses fora do ecrã. Não posso fazer qualquer avaliação do “A Nossa Tarde” sem primeiro tecer alguns elogios à figura central do formato.

Depois da saída de Cristina Ferreira da TVI, a apresentadora da RTP foi apontada como sendo a nova parceira de Manuel Luís Goucha no “Você na TV”, algo que já foi confirmado tanto por um, como pelo outro. O canal público segurou Tânia e Tânia fez bem em ter ficado. É, a par da nova estrela da SIC, o valor mais seguro da televisão da sua geração. Se se tivesse mudado, podia ser “abafada” inconscientemente pelo apresentador do canal de Queluz de Baixo e tornar-se em “mais uma”.

Tânia tem muitos pontos a favor, mas a verdade e genuinidade que passa para o espectador é cativante. Há poucos a conseguir passar a mensagem com a sinceridade e, muitas vezes, com a alegria com que a cara da estação pública o faz. Se houver uma em cem que o consiga, então, sem dúvida nenhuma, que Tânia é essa “uma”.

Elogiada a protagonista do formato, vamos ao programa em si. Começou muito bem, com um belíssimo resumo do percurso da apresentadora. Logo a seguir, a primeira desilusão. O genérico até tempo uma música própria, mas não é nada mais do que um grafismo com formas coloridas a rodar.

Logo a seguir, o cenário. Por momentos achei que o “A Nossa Casa” estivesse a ser filmado nos mesmos estúdios que o “Você na TV”. Há realmente muitas semelhanças, embora diria que o cenário da RTP está melhor conseguido. É menos pesado e confuso visualmente e o toque de “O Programa da Cristina” torna-o mais acolhedor.

Quanto ao formato em si, começou com uma boa reportagem que, sobretudo, apresentou uma boa edição e uma boa captação de imagens. Ainda assim, há aqui outra crítica a ser feita. Há muito de “Júlia” na forma como foi conduzido o primeiro momento do programa.

Depois, Tânia “saiu à rua” para aprender a fazer surf e logo de seguida entrevistou um jovem surfista. David Carreira cantou já bem perto do final e esteve à conversa no espaço da cozinha, também um momento que nos recorda algo.

Percebe-se então duas coisas: a RTP parece estar apostada em modernizar-se, mas também está a aproximar-se muito mais daquilo que fazem as concorrentes privadas.

Se o segundo ponto é bastante negativo, o primeiro nem por isso. Há que chegar a outros públicos que não o mais envelhecido que é aquele que mais segue o canal do Estado. Corre-se o risco de não se chegar a outros auditórios e perder aquele que já tem, mas nesse caso a RTP não se move por audiências.

Em contrapartida, as típicas chamadas de valor acrescentado estão também elas presentes e, infelizmente, ocupam algum tempo.

No geral, Tânia mostrou que mereceu ter um programa só seu. O “A Nossa Tarde – é o seu lugar” é, para já, um bom talk show mas que não difere daquilo que já é feito.

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