Hélder Reis.: “Também depende de nós ter bons amigos na televisão”

Hélder Reis é um dos rostos do “Aqui Portugal”, emitido aos sábados na RTP1. Além do formato semanal, o apresentador acumula a função de repórter no “A Praça da Alegria”.

O rosto da estação pública recorda com saudade os momentos que viveu no “Notícias do meu país”, um programa que o levou a viajar pelo mundo e que o colocou mais próximo dos emigrantes portugueses.

Na RTP desde 2002, o profissional revela ainda que o seu amor pela música e pela escrita não estão colocados de parte.

Além da vida profissional, Hélder fala sobre a amizade com Manuel Luís Goucha e sobre as dificuldade de se construírem amizades na televisão.

 

A Caixa que já foi Mágica.: Manuel Luís Goucha afirmou recentemente que tem em si o seu único amigo na televisão. É recíproco?

Hélder Reis.: Claro que sim. É uma amizade com mais de 20 anos e que começou antes de eu fazer televisão. É um homem inspirador.

ACQJFM.: É difícil fazerem-se amigos em televisão?

H.R.: Não. Isso é um mito. É um lugar como todos os outros. Tenho bons amigos em televisão. Também depende de nós.

ACQJFM.: Percorre o país com o “A Praça da Alegria” e o “Aqui Portugal”. Fazer televisão viajando por Portugal é aquilo que sempre ambicionou fazer?

H.R.: Sim. É uma televisão de muita proximidade. O serviço público na terra de quem nos vê. Isso é maravilhoso e as pessoas são muito carinhosas.

ACQJFM.: O “A Praça da Alegria” já passou por várias fases. Acredita que agora foi encontrado o rumo certo?

H.R.: Cada nova fase é um novo princípio. Esta é “A Praça da Alegria” em que todos acreditamos. A equipa está motivada em fazer serviço público. 

ACQJFM.: Como foi encontrar os portugueses espalhados pelo mundo em “Notícias do meu país”? Gostava de repetir a experiência?

H.R.: Foi emocionante. Somos um povo lutador, ambicioso e que sai da zona de conforto. O “Notícias” foi dos programas mais marcantes que fiz. Nunca vou esquecer aqueles abraços. Os portugueses emigrados são gente valente, muito valente.

ACQJFM.: Que lugar tem a música e a escrita, neste momento, na sua vida?

H.R.: Um papel fundamental. A música é libertadora. Vamos ter bons concertos para o verão com os Pólen. O meu livro vai na 5.ª edição e tem esgotado sempre. Só posso agradecer e já penso no próximo. A escrita sempre me acompanhou. É essencial na minha vida.

ACQJFM.: A televisão ainda é a “caixa mágica”?

H.R.: É muito. Está diferente. Está mais contemporânea. É mágica na aproximação, na mensagem e na emoção. A televisão não é uma caixa, é um globo.

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