“Alguém Perdeu” mantém números da CMTV (c/ opinião)

Fotografia.: CMTV/Divulgação

“Alguém Perdeu” é a nova novela da CMTV que estreou esta segunda-feira. Com início pelas 20H23, não subiu nem desceu as audiências habituais do canal naquele horário.

A estação da Cofina estreou o seu primeiro produto de ficção e Francisco Penim, diretor de programas, afirmou mesmo que “as pessoas vão deixar de ver as outras novelas para ver esta”. As palavras ambiciosas não surtiram efeito e a trama protagonizada por António Pedro Cerdeira e Anabela Teixeira não conseguiu mais do que 181 mil espectadores, em média (1,9% de audiência média e 3,8% quota de mercado).

Os valores obtidos em nada alteraram os já habituais números conseguidos pelos principal noticiários da CMTV. Nesta segunda-feira, o formato mais visto da estação foi o “Investigação CM”, que passou após a transmissão de “Alguém Perdeu”.

Relembre-se que a história escrita por António Barreira vai contar com cerca de 200 episódios.

OPINIÃO

Decidi não escrever um artigo de opinião sobre “Alguém Perdeu” porque não consegui assistir a muito mais do que meia hora. Não sei se por culpa da própria novela ou se por minha culpa, que há vários anos não consigo apreciar histórias nacionais.

Colocado tudo em pratos limpos, tenho de começar por elogiar a produção. Tomara à SIC ou à TVI que as suas primeiras novelas tivessem tido tanta qualidade técnica como a nova história da CMTV. Há boas imagens, boa iluminação, bons cenários e boa realização. Aí não há dúvidas, não é melhor que os produtos emitidos em sinal aberto, mas também não compromete o género. Juntando-se o elenco que tem alguns bons nomes, como Anabela Teixeira, Almeno Gonçalves ou António Pedro Cerdeira, os elogios ficam-se por aqui.

O genérico é inenarrável. Trata-se de uma montagem de várias imagens reais, de alguns momentos tensos vividos no país, como greves, confrontos ou casos de polícia, com cinco ou seis atores a surgir à vez e que termina com um jornal “Correio da Manhã” e em que o título é o nome da novela.

Quanto à história começou muitíssimo mal. A protagonista (Anabela Teixeira) abre a porta a um homem, que não se sabe quem é, e manda-o embora. Logo de seguida está com esse mesmo homem na cama a ter uma tarde louca de sexo. No final, aparece a vestir-se e a dizer ao homem, que continua uma incógnita, para desaparecer e para não voltar a entrar em sua casa. Enquanto isso, o neto de quem estava a tomar conta morre afogado na piscina e está então dado o mote.

Nos 20 minutos seguintes, diria eu, surgem mais uns 20 personagens com novas histórias e só depois se volta ao núcleo protagonista.

Não entendo a ideia deste início tão confuso e quase a roçar o “sem sentido”. Muito menos entendo, quando vem de um autor experiente e que já ganhou um Emmy com uma novela na TVI.

Resumindo: a montanha acabou por parir um rato.

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