A Baião o que não é de Baião

A SIC deu, finalmente, um programa a João Baião. Depois de estar a afastado dos ecrãs desde o final do “Grande Tarde”, o apresentador regressou no final de fevereiro com “Olhó Baião”, nas manhãs do canal.

Baião merecia mais do que aquilo que lhe foi dado. É certo que a estação não vence naquele horário há vários anos e que é importante passar a vencer. Ainda assim, não é ali, àquela hora e naqueles dias, que a SIC mais precisa de investir.

O formato não é diferente, nem inovador. Quer criar a ideia de “televisão em movimento”, com um João Baião sempre em pé. Só que o movimento não é muito, sobretudo quando comparado com o saudoso “Big Show SIC”.

Além disso, o cenário que recebeu não é mais do que o de Júlia Pinheiro, mas com outra decoração.

No que toca a conteúdos, também não há muito a salientar. Conversa, jogos, passatempos e convidados musicais.

É uma pena que, por exemplo, não se explore a veia de ator de Baião. A estação tem também Marina Mota, juntos podiam repetir a parelha que fizeram em espetáculos de Filipe La Féria, e criar vários números humorísticos.

“Olhó Baião” não é um péssimo programa, longe disso, mas não deixa de ter a nuance de que é só o um espaço criado para dar tempo de antena ao apresentador. É pena, João Baião merecia algo maior.

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