Úrsula Corona.: “Amo trabalhar em Portugal, muito mais do que no Brasil”

[soliloquy id=”159758″]

Úrsula Corona conta com uma carreira de já mais de 28 anos. A atriz brasileira, que se mudou para Portugal em 2011, assume-se como uma mulher empreendedora e de grandes causas.

Atualmente, divide-se entre a Europa e o Brasil onde, atualmente, está a preparar a série “O Mago Pop”. Ao “A Caixa que já foi Mágica” assume que é fã de Rita Blanco, Maria João Luís e Diogo Morgado. Uma das suas grandes vontades é a de trabalhar com Nuno Lopes.

A brasileira fala da polémica que envolve Wolf Maya sobre a afirmação relacionada com as novelas portuguesas e conta quais as principais diferenças entre as produções dos dois países.

A Caixa que já foi Mágica.: Quais são as principais diferenças entre fazer novelas no Brasil e em Portugal?

Úrsula Corona.: O Brasil tem quase o dobro de anos nas produções. Começou há mais tempo. Então tem um processo diferente. Não há melhor nem pior, apenas processos distintos.

O Brasil experimenta muito uma direção fotográfica fora da caixa e um figurino mais tropical. Outro aspeto é que gravamos com menos tempo de antecedência, o que faz os autores perceberem a resposta do público: qual a trama gostam mais, personagens, histórias. O Manuel Carlos (autor de “Páginas da Vida”), por exemplo, tinha dias em que chegava para gravar e gravávamos o texto na hora.

Às vezes em Portugal, por não se saber o retorno do público, acabam por não ter informação sobre as personagens que o público gosta e ter a oportunidade de explorar mais.

Uma outra questão são os episódios de um dia para o outro que não repetem os blocos finais  de capítulo. Não há melhor nem pior, há apenas formatos diferentes.

Em Portugal, noto a união da equipa e vontade de todos de que o produto final seja um sucesso. Não há nada melhor o que trabalhar com essa energia. Nestes  28 anos de carreira afirmo que Portugal está num caminho lindo, maduro e desenhando uma assinatura que se destaca a cada ano. Está de parabéns, digno de orgulho.

ACQJFM.: Que ator/atriz português o surpreendeu pela positiva?

U.C.: Rita Blanco e Maria João Luís são maravilhosas. Foram extremamente incríveis comigo em “Sol de Inverno”. Vejo-as grandiosas também no teatro, mostrando que são maravilhosas em qualquer segmento.

Como ator, gosto muito do Diogo Morgado, que foi meu parceiro em “Sol de Inverno” e “Ouro Verde”.  É  excelente. Vem de uma geração mais nova mas com maturidade artística.  E gosto muito do trabalho do Nuno Lopes. Tenho muita vontade de trabalhar com ele.

ACQJFM.: Wolf Maya afirmou que os portugueses não sabem fazer novelas? Já esteve dos dois lados, qual é a sua opinião?

U.C.: A sério? Eu confesso que não vi. Eu já trabalhei com Wolf e o acho um excelente profissional. Ele tem uma assinatura espetacular.

Sobre essa declaração é preciso conferir se não foi interpretação ou uma má interpretação. Se foi verdade, é extremamente infeliz e sem coerência. Vou até perguntar a ele. Às vezes a imprensa brasileira distorce as coisas. Eu mesma evito entrevistas, pois tudo que tentam é trazer polémica para vender e já fui vítima disso.

Eu amo trabalhar em Portugal, muito mais do que no Brasil. Amo o país, as pessoas e tenho uma segurança que não tenho no Brasil. Já fui assaltada voltando do Projac (estúdios da TV Globo) e isso deixou-me traumatizada.

Portugal merece muito respeito.

ACQJFM.: Participou em “O Astro” e “Ouro Verde”, ambas galardoadas com um Emmy. Qual é a importância desse troféu para um ator?

U.C.:  Tenho muito orgulho de ambos os trabalhos. Eu não faço muitas novelas pelo tempo ser longo. Parar a vida um ano para fazer apenas uma coisa é difícil para mim, mas para fazer novela eu preciso apaixonar-me pelo texto, projeto e personagem.. Quando tenho esse conjunto de fatores dou volta ao mundo para conciliar a agenda.

Tenho de falar das equipas das duas novelas, porque é um produto árduo e é feito pela união de todos.

O Emmy é um excelente retorno para a televisão mundial.

ACQJFM.: Fez parte do “Let´s Dance”. Gostava de ter mais oportunidades no entretenimento?

U.C.: Adoro entretenimento. Essa comunicação com o público, com talentos e histórias. A minha primeira faculdade foi jornalismo. O meu sonho artístico é apresentar um  programa em direto.

ACQJFM.: Quando regressa às novelas? Em Portugal ou no Brasil?

U.C.: Esse ano já estreei a série “Segundo Take”, no Brasil, em março estreia o “Mago do Pop”. Em maio chega o filme “Fado Tropical”, com estreia em Lisboa, e ainda vou ter o meu primeiro trabalho de realização. É uma série que criei mas que ainda não posso dar muitos detalhes. Ainda este ano, gravo “Alceu de todos os Tempos”.

Voltar a fazer novela é sempre um desafio pelo volume de coisas que faço e por morar entre Londres, Lisboa e Rio de Janeiro, mas não estou fechada a isso. Basta o projeto me encantar e a personagem me desafiar.

ACQJFM.: A televisão ainda é a “caixa mágica”?

U.C.: Sempre será. Entendo a crise da televisão e as gerações que não veem televisão. Eu consumo muitos conteúdos na Netflix e na Amazon. Mas ter um encontro marcado com um programa na caixa mágica, onde pessoas se ligam em casa naquele mesmo horário tem uma magia.

O consumo está a mudar, a televisão está a perder audiência, mas o conteúdo sempre será consumido. Então é preciso ter atenção para não banalizar o produto. A televisão será sempre mágica para mim.

ACQJFM.: Vai lançar no Brasil o projeto “O Mago do Pop”. O que pode contar sobre ele?

U.C.: É uma série que conta a história da música brasileira. São 6 episódios, onde entrevisto nomes como: Maria Rita, Elba Ramalho, Roberto Carlos, Rui Veloso, Gilberto Gil ou Alcione.

ACQJFM.: E a que projetos se tem dedicado fora da televisão?

U.C.: Sou uma business woman. É nos projetos sociais que sou mais feliz e vejo que o meu empreendedorismo, os meus negócios foram desenvolvidos por essa vontade de partilhar e ajudar sem depender de ninguém. Criei negócios para fomentar o crescimento da ação social. Já são 357 crianças. Sou madrinha de outras associações: Amicca (cuida de crianças com cancro), Instituto da Criança e Argilando. É a união que faz a diferença por um propósito.

Sou sócia de um pequeno grupo chamado 7 Arta (www.7arta.com), tenho uma linha de biquínis chamada DYP beachwear .

Em Lisboa sou sócia do Mundo do Vino. É um wine bar, wine shop, wine tasting, e wine club com cultura.

2 thoughts on “Úrsula Corona.: “Amo trabalhar em Portugal, muito mais do que no Brasil”

    1. Quem é URSULA CORONA???? Aqui no Brasil ninguém conhece essa criatura , deve ser mais umaa triz que vive na geladeira da Globo,de tão boa que é.

Deixar uma resposta

%d bloggers like this: