Alda Gomes: “A televisão já não é a caixa mágica”

Com mais de 20 anos de carreira, Alda Gomes tem estado afastada da televisão. Dedicada a aulas de representação e a locuções, a atriz revela ao “A Caixa que ja foi Mágica” que não fecha a porta a um regresso aos ecrãs este ano, mas que isso não faz parte dos seus planos. Alda afirma ainda que a televisão se está a revelar demasiado nas redes sociais e conta quais as personagens que mais gostou de interpretar até hoje.

A Caixa que já foi Mágica.: Esteve no pequeno ecrã, sem pausas, durante 12 anos consecutivos. Qual das personagens que interpretou lhe deixa mais saudades?

Alda Gomes.: Bem, é difícil escolher a personagem que mais me deixa saudades, arriscaria talvez dizer que a
Glória da série “Rebelde”, a Telma do “Jura”, a Laura da “Família Mata” ou até mesmo a
Bárbara da novela “Rainha das Flores”.

ACQJFM.:Tem centrado a sua atividade profissional em aulas de representação e locuções. Como tem sido essa experiência?

A.D.: Tem sido uma experiência única, porque tenho aprendido muito com meus alunos: a ser mais tolerante, paciente e brincalhona também – Coisa que já me tinha esquecido de quão brincalhona e divertida eu sou. A locução é o melhor de dois mundos, tenho um horário super flexível e faço o que gosto.

ACQJFM.: Estreou-se na série “Riscos”, da RTP1, mas até hoje fez mais novelas. Qual é o género que mais lhe agrada?

A.D.: Gosto muito de fazer televisão seja série ou novela, mas fazer cinema é outro mundo, é qualquer coisa de mágico. Portanto, é difícil escolher. Adoro que me deem a oportunidade de representar e isso já me faz muito feliz.

ACQJFM.: Que projetos tem para 2019? Vai regressar às novelas?

A.D.: 2019 é o meu ano. É o ano que vou viver para mim e para os meus, é o ano em que vou realizar o que realmente importa para que eu cresça enquanto pessoa e enquanto mulher maravilhosa que sou. Se houver algum projeto ou projetos pelo meio é claro que irei ponderar em fazer, mas tudo é uma questão de oportunidade. Até lá, os meus projetos pessoais vão ganhando forma e é onde eu vou estar 100% dedicada.

ACQJFM.: Wolf Maya, conhecido produtor e ator brasileiro, afirmou que os portugueses não sabem fazer novelas. Concorda com a afirmação?

A.D.: Na minha modesta opinião, não concordo nem discordo, ainda temos muito a aprender e a fazer. Mas também acho que já fazemos produções com muita qualidade, dentro do nosso panorama e contexto nacional.

ACQJFM.: A televisão ainda é a “caixa mágica”?

A.D.: Não, infelizmente a televisão já não é a caixa mágica. Muitas vezes penso nisso e creio que está relacionado com o evoluir dos tempos. As redes sociais ajudam muito a esta desmistificação da arte de se fazer televisão. Revela-se demasiado, expõe-se demasiado e a magia perde-se pelo caminho.

%d bloggers like this: