Desilusão

Querida Júlia, programa das manhãs da SIC, comemorou, esta quarta-feira, um ano de exibição. 

 

O talk-show marcou o regresso de Júlia Pinheiro ao canal de Carnaxide, depois de ter passado pela RTP e ter sido a estrela maior da TVI. 

 

A apresentadora chegou à estação de Pinto Balsemão como a grande salvadora da desgraça e capaz de reerguer as manhãs, que andavam de rastos desde os tempos áureos de Fátima Lopes. Júlia avisou desde logo que seria difícil chegar, ver e vencer, mas talvez não esperasse que fosse tão difícil. 

 

O primeiro ano foi uma verdadeira desilusão por duas razões: Júlia Pinheiro não era só uma cara da TVI, era a cara da TVI e o público que a seguia não a acompanhou na mudança.

 

Depois, e a mais importante razão, o programa não trouxe nada de novo. Histórias de faca e alguidar, conversas da treta e uma tertúlia cor-de-rosa, do extinto programa das manhãs, apenas com um novo nome, Jornal Rosa

 

Mudaria o público de canal, habituado aos programas da concorrência, par ver mais do mesmo e só por ter Júlia como apresentadora? Sim, enquanto houvesse o efeito curiosidade. Esse efeito foi efémero e durou apenas dois dias.

 

A diretora de conteúdos da SIC tem de fazer mais, muito mais, se quiser que o novo ano seja melhor que o que passou. 

 

É verdade que, aos poucos, os resultados foram subindo, mas só depois de o programa ser encurtado em meia hora e antecedido pelo Cartas da Maya. Atualmente, vence sempre ou quase sempre a Praça da Alegria da RTP, não por ter melhores resultados, mas porque, desde que se iniciou a nova medição de audiências, o programa do canal do Estado perdeu metade ou mais de metade do seu público. 

 

Enquanto isso, Você na TV, da TVI, segue isolado na frente, merecidamente.

One thought on “Desilusão

Deixar uma resposta

%d bloggers like this: