O que é bom está em Alta

O Alta Definição (SIC) apresentado por Daniel Oliveira tem mais de serviço público do que muitos programas transmitidos pela RTP.

Este é campeão de audiências porque tem qualidade. Um convidado que à partida pareça mais desinteressante, acaba por se tornar exatamente no contrário. Muito provavelmente, seria impensável ver uma canal comercial apostar num programa de aproximadamente 40 minutos, em que a única coisa que lá se passa são conversas sobre a vida do convidado e sobre o que se passa no país.

O certo é que a SIC, pelas mãos de Daniel Oliveira, fê-lo e só teve a ganhar com isso. Ganha em resultados, em prestígio e em reconhecimento, justamente por reconhecer que existem pessoas no nosso país que são importantes mas acabam por nunca ter voz activa.

Outro dos “truques” é saber escolher convidados dos mais variados planos do audiovisual português. Já la passaram nomes como: Quim Barreiros, Margarida Carpinteiro, Manuela Moura Guedes, Camilo de Oliveira, entre muitos outros. No meio de todas estas entrevistas destacam-se, claramente, a de Simone de Oliveira e das pessoas que entretanto morreram. Casos de António Feio ou Artur Agostinho.

O Alta Definição arrisca-se a que sejam as pessoas a convidarem-se para estarem presentes e não o contrário. Até hoje, não existiu um convidado que tivesse ficado “mal visto” nas entrevistas, muito pelo contrário.

O convidado de hoje é Rui Reininho e o programa vai para o ar perto das 14:15H, logo depois do Primeiro Jornal.

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